O empresário John Textor intensificou sua ofensiva nos tribunais em uma nova tentativa de bloquear as ações da SAF do Botafogo. Em manifestação protocolada recentemente, o investidor questionou a autoridade do clube social para intervir em uma disputa que ele classifica como privada, envolvendo a Eagle Bidco.
Embate jurídico sobre a legitimidade da associação
A movimentação de John Textor surge como uma resposta direta ao pedido do clube associativo para ingressar formalmente no processo movido pelo empresário contra a holding. O clube social sustenta que o investidor teria omitido documentos cruciais, os quais, segundo a associação, refutariam a tese de que a Eagle Bidco possui dívidas pendentes com ele.
Em sua defesa, o empresário argumenta que o Botafogo social carece de legitimidade para atuar na defesa dos interesses da Eagle Bidco. A disputa central gira em torno da alegação de John Textor de que a holding deveria realizar um aporte de R$ 150 milhões para consolidar o controle de 90% das ações da SAF, ponto que sustenta seu pedido de liminar para o bloqueio dos ativos.
Dinâmica financeira e o impacto do Crystal Palace
O conflito também passa pela interpretação da natureza da operação societária. Enquanto o Botafogo social defende que a transferência das ações ocorreu via capitalização e emissão de participação, John Textor rejeita essa classificação, tratando o negócio sob uma ótica distinta de uma compra e venda convencional.
Conforme reportado pelo jornal O Globo, o empresário aponta que eventos externos ao clube carioca influenciaram o cenário. Segundo a manifestação, fatos supervenientes relacionados à operação global, incluindo o Crystal Palace Football Club, impediram que a reorganização societária seguisse o planejamento original, alterando a dinâmica financeira da transação.
Fonte: fogaonet.com

































