A classificação do Cienciano sobre o Botafogo nas oitavas de final da Copa Sul-Americana ainda ecoa nos bastidores do clube peruano. Apesar da vantagem construída na altitude de Cusco, onde a equipe aplicou uma goleada de 6 a 1, o técnico Horácio Melgarejo revelou que a experiência no Estádio Nilton Santos foi marcada por um sentimento de apreensão profunda diante da intensidade imposta pelo time brasileiro.
A intensidade alvinegra sob a ótica do adversário
Mesmo com o resultado agregado favorável, o treinador argentino não poupou elogios ao volume de jogo apresentado pelo Glorioso no confronto de volta. Em entrevista ao portal El Espectador, Melgarejo descreveu o cenário da partida, que terminou com vitória mínima do Botafogo por 1 a 0, como um teste extremo de resistência e concentração para sua equipe.
O técnico destacou que a rapidez com que o clube carioca abriu o placar desestabilizou o plano de jogo inicial. Segundo o comandante, a sensação era de que o adversário contava com uma superioridade numérica em campo, tamanha a pressão exercida pelos atacantes botafoguenses durante os 90 minutos.
Desafios táticos e a resiliência defensiva
A análise de Melgarejo sobre o embate enfatiza a dificuldade de conter as investidas constantes do Botafogo. O treinador relembrou lances cruciais, como a intervenção defensiva de Becerra, que evitou um gol em cima da linha, mantendo o resultado que garantiu a classificação do time peruano na competição continental.
Ao comparar o duelo com confrontos mais recentes, como a vitória sobre o Montevideo City Torque, o técnico observou que as estratégias adotadas pelos rivais variam drasticamente. Enquanto o Botafogo e o Lanús buscaram um jogo de imposição ofensiva, o time uruguaio optou por um bloco baixo, exigindo uma postura de cautela redobrada por parte do Cienciano para evitar surpresas em contra-ataques.
Fonte: fogaonet.com

































