A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) anunciou a ampliação da campanha de imunização contra a doença pneumocócica, contemplando agora pessoas com 85 anos ou mais. A medida segue as diretrizes estabelecidas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) e visa reforçar a proteção desse grupo vulnerável contra infecções graves causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae.
A doença pneumocócica é responsável por quadros clínicos severos, incluindo pneumonia, meningite, sinusite e otite média. Com a atualização, o governo estadual estima alcançar uma meta de cobertura vacinal de pelo menos 90% da população nesta faixa etária, que compreende cerca de 522,4 mil pessoas em todo o território paulista.
Critérios de acesso e avaliação do histórico vacinal
Para buscar a proteção, os idosos devem comparecer às unidades de saúde portando um documento de identificação que comprove a idade. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo esclarece que não é necessária a apresentação de prescrição médica para a aplicação do imunizante.
No momento do atendimento, os profissionais de saúde realizarão uma triagem detalhada do histórico de vacinação do paciente. A administração da vacina Pneumo 20 depende diretamente das doses de imunizantes pneumocócicos que o indivíduo tenha recebido anteriormente, garantindo que o esquema vacinal seja adequado e eficiente.
Entenda o esquema de imunização com a Pneumo 20
O nome Pneumo 20 refere-se à capacidade do imunizante de proteger contra 20 sorotipos diferentes da bactéria. A estratégia de vacinação estabelecida pelo PNI define que, para pessoas que já completaram o esquema anterior — composto por duas doses da Pneumo 23 ou uma dose da Pneumo 13 ou 15 combinada com uma dose da Pneumo 23 —, não há indicação para a aplicação da Pneumo 20 neste momento.
A decisão de ampliar a faixa etária baseia-se no aumento do risco de complicações clínicas decorrentes do envelhecimento. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, quadros infecciosos em idosos possuem maior probabilidade de evoluir para hospitalizações prolongadas e óbitos, tornando a vacinação uma ferramenta essencial de saúde pública.
Fonte: terra.com.br
































