Após construir uma vantagem de 2 a 0 sobre o Platense-ARG no Maracanã, o Fluminense encara o desafio decisivo da volta das quartas de final da Libertadores com cautela redobrada. O histórico recente da equipe em competições continentais serve como um lembrete constante de que placares favoráveis no jogo de ida não garantem a classificação, exigindo foco total e uma postura competitiva longe de seus domínios.
Lições do passado e o peso da experiência
O clube tricolor carrega traumas de eliminações onde a vantagem construída no Rio de Janeiro não foi suficiente. Em 2011, após vencer o Libertad-PAR por 3 a 1, o time sucumbiu em Assunção com uma derrota por 3 a 0. O roteiro negativo se repetiu em 2022, na pré-Libertadores, quando o triunfo por 3 a 1 sobre o Olimpia-PAR foi neutralizado no Paraguai, resultando em uma queda dolorosa nos pênaltis.
Esses episódios moldaram a mentalidade do elenco atual, que busca aprender com os erros do passado. A estratégia para o confronto na Argentina não passa pela acomodação, mas pela necessidade de manter a organização tática e a intensidade, independentemente do resultado obtido no primeiro embate.
Foco coletivo e a visão de Hulk
Para o atacante Hulk, a experiência acumulada ao longo dos anos é um trunfo fundamental para lidar com a pressão de jogos decisivos. O jogador enfatiza que a maturidade é o diferencial para manter a calma em momentos críticos e executar o plano de jogo traçado pela comissão técnica.
Em entrevista recente, o camisa 7 reforçou a necessidade de encarar o duelo como uma página em branco. “Temos que esquecer o resultado que fizemos em casa e fazer um grande jogo coletivamente”, afirmou o atleta, destacando que a entrega e a inteligência tática serão os pilares para garantir a vaga na próxima fase da Libertadores.
Estratégia para a decisão na Argentina
O desafio do Fluminense é equilibrar a vantagem técnica com a resiliência necessária para suportar a pressão da torcida adversária. A equipe demonstrou em ocasiões anteriores, como no confronto contra o Rivadavia, que possui capacidade de sofrer coletivamente e manter a solidez defensiva mesmo em condições adversas.
A comissão técnica trabalha para que o time não se sinta confortável com a margem de dois gols. A ordem é manter a agressividade ofensiva e evitar que o Platense-ARG assuma o controle emocional da partida, garantindo que o Tricolor dite o ritmo do jogo até o apito final.
Fonte: netflu.com.br
































