O Santos não conseguiu consolidar uma vitória crucial na sua campanha para se afastar da zona de rebaixamento, resultando em um empate por 2 a 2 com a Chapecoense, em partida válida pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. O confronto, disputado na Vila Belmiro, viu o Peixe dominar a primeira etapa e abrir o placar, mas uma queda de rendimento após o intervalo permitiu a virada do lanterna da competição. Foi a atuação decisiva de Neymar que garantiu um ponto para a equipe, evitando uma derrota em casa.
O camisa 10 foi o grande nome da partida, marcando os dois gols do time e demonstrando ser, mais uma vez, o principal destaque em um jogo marcado por altos e baixos da equipe santista. A performance individual do craque contrastou com as oscilações coletivas, especialmente nos momentos cruciais do segundo tempo.
Defesa do Santos enfrenta dificuldades e cede virada
A linha defensiva do Santos teve um primeiro tempo relativamente tranquilo, com o goleiro Gabriel Brazão sendo pouco acionado e sem responsabilidade direta nos gols sofridos. No entanto, a situação mudou drasticamente após o intervalo, quando a Chapecoense aumentou a intensidade de suas investidas.
Lucas Veríssimo, que havia controlado bem as ações adversárias na etapa inicial, encontrou dificuldades crescentes, assim como o restante da defesa. João Ananias, que vinha de uma partida segura, acabou desviando um cruzamento de Bolasie contra o próprio gol, colocando os catarinenses em vantagem e alterando o rumo da sua atuação.
Nas laterais, Escobar se destacou na construção ofensiva, oferecendo apoio constante. Por outro lado, Igor Vinícius teve um desempenho abaixo do esperado, com dificuldades na definição de jogadas e no entrosamento com Rollheiser, sendo substituído sob vaias. A entrada de Gabriel Menino trouxe melhorias ao setor, adicionando profundidade e originando a jogada do pênalti sofrido por Caballero.
Neymar se destaca em meio-campo com oscilações
O meio-campo santista exibiu domínio na maior parte do primeiro tempo, mas perdeu intensidade na volta para a segunda etapa. Willian Arão desempenhou um bom papel na proteção da defesa enquanto o Santos controlava a posse de bola, mas falhou ao permitir o cruzamento que resultou no primeiro gol da Chapecoense, marcado por Giovanni Augusto.
Gabriel Bontempo contribuiu com mobilidade e participou ativamente da troca de passes que desorganizou a marcação adversária no início do jogo. Contudo, sua atuação também teve um ponto negativo ao não conseguir acompanhar Marcinho no lance que culminou no gol de empate da Chapecoense.
Neymar, em sua primeira partida após a Copa do Mundo, foi o grande diferencial. Inicialmente posicionado mais aberto pela esquerda, o camisa 10 cresceu ao circular por dentro, marcando um belo gol após uma tabela com Barreal. Ele assumiu a responsabilidade ao longo de todo o confronto e, nos minutos finais, converteu com tranquilidade o pênalti que impediu uma derrota ainda mais amarga na Vila Belmiro.
Barreal também teve um papel importante, participando diretamente do primeiro gol ao atrair a marcação e liberar Neymar na área. O argentino se mostrou uma das principais válvulas de escape pelo lado esquerdo durante grande parte do jogo.
Setor ofensivo do Peixe mostra ineficiência
Apesar de manter a posse de bola por longos períodos, o ataque do Santos demonstrou ineficiência, produzindo menos do que o esperado. Gabriel Barbosa teve dificuldades para encontrar espaços entre os zagueiros da Chapecoense e participou pouco das ações ofensivas mais relevantes da equipe.
Rollheiser teve uma atuação fraca, errando muitas de suas tentativas pela direita no primeiro tempo e parecendo desconectado do restante do time. Ele deixou o campo substituído sem o apoio dos torcedores. A entrada de Gustavo Caballero, no entanto, mudou o panorama. O paraguaio trouxe velocidade ao lado direito, incomodou a defesa adversária e sofreu o pênalti convertido por Neymar, sendo fundamental para evitar a derrota santista.
Fonte: gazetaesportiva.com


































