O retorno da Fórmula 1 à grade de programação da Globo em 2026 consolidou um fenômeno de audiência para o automobilismo brasileiro. Com a transmissão das etapas da temporada atual, a emissora registrou um alcance que já supera os números totais obtidos pela categoria nas cinco temporadas anteriores, reafirmando o impacto do esporte no cenário da televisão aberta nacional.
Crescimento expressivo no alcance da Fórmula 1
Dados consolidados pelo Ibope revelam que, entre 11 de fevereiro e 19 de julho de 2026, a cobertura da modalidade impactou 52,8 milhões de pessoas. Este montante considera todas as atividades ao vivo, desde os treinos de pré-temporada até as dez primeiras provas do calendário, consolidando uma base de espectadores que demonstra engajamento crescente com o campeonato.
Para efeito de comparação, o alcance acumulado em anos anteriores foi significativamente menor. Em 2025, a temporada completa na TV aberta atingiu 39,3 milhões de pessoas, enquanto 2024 registrou 37,6 milhões. Os anos de 2023, 2022 e 2021 contabilizaram, respectivamente, 45,1 milhões, 51 milhões e 45,8 milhões de espectadores, marcas que já foram ultrapassadas antes mesmo da conclusão do atual ciclo competitivo.
Estratégia de transmissão e cobertura multiplataforma
A estratégia adotada para 2026 envolveu uma distribuição cuidadosa do conteúdo. Ao longo do período analisado, três etapas foram exibidas com exclusividade pelo canal sportv3, enquanto as demais oito provas, incluindo a recente disputa no circuito de Hungaroring, contaram com transmissão simultânea entre o canal esportivo e a TV aberta.
Essa abordagem multiplataforma permitiu que a emissora alcançasse diferentes perfis de público, mantendo a relevância da categoria mesmo em um cenário de fragmentação da atenção do espectador. A integração entre os canais da Globo tem sido fundamental para manter os índices elevados, mesmo diante de resultados esportivos variados nas pistas.
Contexto competitivo e o impacto na audiência
O sucesso de audiência ocorre em um momento de intensa disputa técnica no grid. Equipes como Red Bull, Ferrari e McLaren enfrentam desafios distintos, com o desempenho dos carros sendo constantemente questionado por pilotos e chefes de equipe. O GP da Hungria, por exemplo, evidenciou as dificuldades técnicas enfrentadas por grandes nomes do esporte, gerando debates acalorados sobre o futuro do campeonato.
Apesar das controvérsias técnicas e dos resultados desastrosos pontuais para algumas escuderias, o interesse do público brasileiro permanece resiliente. A narrativa de que a categoria está “sempre no limite” continua a atrair fãs, provando que a paixão pelo automobilismo no Brasil segue como um dos pilares da programação esportiva nacional.
Fonte: motorsport.uol.com.br

































