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Renovação de Memphis Depay gera crise política e ameaça reeleição no Corinthians

A permanência de Memphis Depay no Corinthians tornou-se o epicentro de uma crise administrativa que coloca em xeque a sobrevivência política do presidente Osmar Stábile. Com o vínculo do atleta encerrado em 31 de julho, a diretoria enfrenta uma divisão interna profunda, que ameaça o apoio necessário para a reeleição do mandatário, prevista para novembro deste ano.

Divisões internas e o desgaste da gestão Stábile

O Parque São Jorge vive um momento de instabilidade, com alas influentes do clube manifestando oposição aberta à continuidade do atacante holandês. Integrantes da base de apoio de Osmar Stábile já sinalizaram que podem retirar o suporte político caso o contrato seja renovado. A insatisfação é alimentada por críticas à postura do jogador, que frequentemente questiona a gestão, e pela percepção de que o alto custo do atleta representa um risco financeiro.

O Movimento Corinthians Grande, chapa que inclui o vice-presidente Armando Mendonça, posicionou-se contra o negócio. A relação entre o grupo e o presidente, que já foi de aliança após o impeachment de Augusto Melo, deteriorou-se nos últimos meses. Paralelamente, o departamento jurídico, liderado por Pedro Luis Soares, também mantém reservas sobre o impacto da renovação, em um cenário onde o próprio gestor jurídico articula uma candidatura própria.

A lógica financeira e o risco de dívida milionária

Em contrapartida, o departamento financeiro, sob a gerência de André Lavieri, defende a permanência como uma estratégia de sobrevivência. A proposta técnica sugere que o novo contrato permitiria o alongamento de uma dívida de R$ 42 milhões, proporcionando um alívio imediato no fluxo de caixa do clube. A alternativa, segundo a cúpula financeira, seria um desfecho catastrófico.

Caso o clube opte pelo rompimento, o jogador pode acionar a Fifa para exigir o pagamento integral dos valores devidos. Com a incidência de juros, o montante poderia atingir a cifra de R$ 77 milhões, agravando a crise econômica da instituição. O clube, que atualmente cumpre punição de transfer ban, vê na manutenção do atleta uma forma de evitar novos passivos judiciais.

Expectativas para o futuro do elenco e da temporada

Apesar da turbulência, a renovação caminha para um desfecho até 2028, com possibilidade de extensão. O novo acordo prevê um salário mensal de aproximadamente R$ 1,9 milhão, uma redução significativa em relação aos R$ 3,5 milhões do contrato anterior. O estafe do jogador aguarda apenas os trâmites finais após o retorno do atleta ao Brasil.

A pressão por uma definição aumentou após a eliminação na Copa do Brasil para o Internacional. A comissão técnica avalia que a presença do holandês é vital para as oitavas da Libertadores, com o próximo desafio marcado para o dia 13, contra o Rosario Central, na Argentina. Para o Estadão, a permanência de Memphis surge como a última cartada de Stábile para conter o desgaste de sua imagem pública diante da torcida.

Fonte: uol.com.br

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