O mercado de pilotos da MotoGP para a temporada de 2027 ganha contornos definidos com as recentes declarações de Guenther Steiner. O CEO da Tech3 foi enfático ao rejeitar a possibilidade de contratar Brad Binder, atual piloto da equipe de fábrica da KTM, para integrar o time satélite no futuro próximo.
A decisão de Steiner reflete uma mudança de filosofia dentro da estrutura da equipe. Com a saída de Binder da equipe oficial da KTM, motivada pela chegada de nomes como Fabio Di Giannantonio e Álex Márquez, o futuro do sul-africano tornou-se uma das principais interrogações do paddock. Apesar da experiência acumulada pelo piloto, que está vinculado à marca austríaca desde 2015, a Tech3 busca um caminho distinto.
Renovação estratégica e o fim da bagagem antiga
Para o dirigente italiano, a prioridade da Tech3 é promover uma renovação completa em seus quadros. Steiner argumenta que, para alcançar o sucesso, a equipe precisa se desvencilhar de padrões estabelecidos por longas associações com o mesmo grupo de profissionais.
“Às vezes você precisa começar do zero, para não carregar muita bagagem do passado”, afirmou Steiner antes do início das férias da categoria. O executivo reforçou o desejo de transformar a Tech3 em uma “equipe feliz”, evitando que a mentalidade de anos anteriores influencie o desenvolvimento do novo projeto.
Busca por novos talentos e perfis experientes
Enquanto descarta nomes ligados historicamente à KTM, a equipe mantém o foco em definir sua dupla de pilotos para 2027. O processo de seleção está em fase avançada e deve ser concluído em breve, conforme indicou o CEO.
Entre os nomes ventilados, destacam-se os jovens Manu González e Senna Agius, ambos competindo atualmente pela Intact na Moto2. Contudo, a estratégia de Steiner não exclui totalmente a presença de veteranos. Segundo reportagem do portal The Race, a equipe avalia a contratação de Luca Marini para equilibrar a juventude dos estreantes com a experiência necessária no desenvolvimento da moto.
Trajetória de Brad Binder na KTM
A exclusão de Binder da Tech3 marca um ponto de inflexão na carreira do piloto, que é um dos nomes mais longevos da KTM na MotoGP. Desde sua estreia na categoria rainha em 2020, o sul-africano tem sido uma peça central no desenvolvimento da RC16.
Com a 13ª posição ocupada atualmente no campeonato, Binder enfrenta agora o desafio de encontrar uma nova vaga no grid. A postura da Tech3, ao buscar um recomeço, deixa claro que o mercado de pilotos de 2027 será pautado por uma transição geracional e pela busca de novas dinâmicas de trabalho dentro das garagens.
Fonte: motorsport.uol.com.br


































