O presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderou um ato político na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (11), com o objetivo central de engajar o eleitorado e reduzir os índices de abstenção. O evento, realizado em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), reuniu lideranças políticas, aliados e representantes de entidades ligadas à educação e à ciência, como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
Estratégia para reduzir a abstenção eleitoral
Durante o discurso, o presidente destacou a necessidade de dialogar com os quase 30 milhões de eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno. Lula enfatizou que o dever de convencer esses cidadãos vai além do interesse pessoal, envolvendo o futuro das próximas gerações e a responsabilidade com o país.
O chefe do Executivo relembrou o período da crise sanitária, estabelecendo um contraste entre a reconstrução de políticas públicas e a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele criticou duramente a postura do antecessor diante da ciência e da medicina, reforçando seu compromisso com a segurança da população e o avanço tecnológico.
Pressão política pela votação da jornada 6 por 1
Em entrevista concedida antes da caminhada, o presidente abordou pautas legislativas urgentes, incluindo a proposta de fim da jornada de trabalho 6 por 1 e a PEC da Segurança Pública. Lula afirmou ter dialogado com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, para garantir que a votação do tema trabalhista ocorra na quarta-feira.
O objetivo do governo é forçar um posicionamento claro dos parlamentares da oposição. Segundo o presidente, não é admissível que o tema seja protelado para após o período eleitoral, exigindo que os congressistas demonstrem publicamente se são favoráveis ou contrários à medida.
Críticas à atuação da Justiça Eleitoral
O presidente também manifestou forte descontentamento com decisões judiciais recentes, especificamente a determinação do ministro Nunes Marques que ordenou a remoção do canal do deputado federal André Janones. Lula classificou a medida como um absurdo e apontou a existência de decisões que considera tendenciosas contra sua candidatura.
Diante do cenário, o chefe do Governo anunciou que sua equipe jurídica acionará o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com um pedido de esclarecimentos. A intenção, segundo a liderança do PT, é buscar o equilíbrio do pleito e evitar o que classificou como uma intromissão indevida da Justiça Eleitoral no processo democrático.
Fonte: terra.com.br

































