O Consórcio Maracanã, operado pela Fla-Flu Serviços S.A., anunciou formalmente que irá recorrer de uma decisão recente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). A medida judicial, proferida em caráter de urgência nesta sexta-feira, determina que o estádio seja disponibilizado para a realização da partida entre Vasco e Boca Juniors, válida pela semifinal da Copa Sul-Americana, agendada para o dia 20 de outubro.
Disputa jurídica sobre o uso do estádio
A determinação, assinada pelo desembargador Marco Antonio Ibrahim, impõe a cessão do gramado para o confronto internacional. A decisão surpreendeu a concessionária, que alega haver uma ruptura com o histórico de entendimentos adotados pelo Poder Judiciário em casos similares envolvendo a gestão da arena.
Argumentos da concessionária contra a decisão
Em nota oficial, a Fla-Flu Serviços S.A. classificou a decisão como teratológica, termo jurídico utilizado para descrever algo contrário às provas dos autos e aos elementos técnicos apresentados. A empresa sustenta que não houve o surgimento de fatos novos que justificassem a reversão do entendimento estabelecido pelo relator natural do recurso apenas três dias antes.
A concessionária reforça que a decisão diverge frontalmente de outros seis posicionamentos judiciais anteriores, proferidos tanto em primeira quanto em segunda instâncias. Segundo a operadora, todas as sentenças precedentes haviam sido favoráveis à posição sustentada pelo consórcio, que gerencia o Maracanã sob critérios técnicos e contratuais específicos.
Impactos na gestão do Maracanã
O impasse coloca em xeque a autonomia da concessionária na administração do calendário de eventos do estádio. Enquanto o Vasco busca garantir o palco para o duelo decisivo contra o clube argentino, a operadora reafirma seu compromisso com a manutenção da integridade do gramado e a preservação dos contratos vigentes, aguardando agora uma nova apreciação do tribunal sobre o recurso que será interposto.
Fonte: netflu.com.br


































