O presidente do Barcelona, Joan Laporta, utilizou um evento realizado em Sitges, na Espanha, neste sábado, 10, para rebater as críticas e pressões exercidas pelo Real Madrid em relação ao chamado Caso Negreira. O dirigente aproveitou a ocasião para reafirmar a solidez institucional do clube catalão e questionar a postura adotada pelo seu maior rival histórico diante das investigações em curso.
As declarações de Laporta ocorrem em um momento de tensão entre as duas instituições, intensificado após a Uefa confirmar o recebimento de documentos enviados pelo Real Madrid. O material entregue pelo clube da capital espanhola inclui um dossiê que conecta o Barcelona a José María Enríquez Negreira, ex-vice-presidente do Comitê Técnico de Árbitros da Espanha, figura central nas apurações da Agência Tributária Espanhola.
A postura do Real Madrid e a defesa do Barcelona
Durante seu pronunciamento, Laporta foi enfático ao classificar a atuação do Real Madrid como uma tentativa de minar a reputação do Barcelona. O dirigente afirmou que o clube catalão mantém reconhecimento mundial e que as acusações carecem de fundamentos sólidos, prevendo que o processo judicial resultará na absolvição da instituição blaugrana.
Para o presidente, a insistência do rival em alimentar o caso reflete uma estratégia de desgaste. Laporta pontuou que o Real Madrid, ao adotar uma postura que ele descreveu como arrogante, estaria, na verdade, comprometendo sua própria imagem perante a comunidade esportiva internacional.
O impacto do caso Negreira na imagem institucional
O dirigente não poupou críticas ao afirmar que o clube da capital espanhola atravessa um momento de perda de prestígio e credibilidade. Segundo Laporta, a postura adotada pelo Real Madrid diante das investigações exige uma autocrítica severa por parte da diretoria madrilenha, sugerindo que o comportamento atual é incompatível com a grandeza esperada de um clube de tal magnitude.
A investigação, conduzida pela Agência Tributária Espanhola, foca em pagamentos realizados pelo Barcelona a uma empresa de Negreira entre 2001 e 2018. O clube sustenta que os valores foram destinados exclusivamente a serviços de consultoria técnica e relatórios de observação de atletas, negando qualquer tentativa de manipulação de resultados em partidas oficiais.
Contexto das investigações e desdobramentos jurídicos
Além de Laporta, o caso envolve ex-presidentes do clube, como Sandro Rosell e Josep Maria Bartomeu. Até o presente momento, as autoridades não encontraram evidências concretas que comprovem a compra de arbitragem ou a influência direta sobre o resultado de jogos, mantendo o foco na natureza dos contratos firmados com a empresa de Negreira.
O Barcelona segue colaborando com as instâncias competentes enquanto tenta blindar o elenco e a comissão técnica das repercussões externas. Para acompanhar mais detalhes sobre o andamento jurídico deste processo, é possível consultar informações adicionais no portal Mundo Deportivo, que tem acompanhado de perto os desdobramentos na Espanha.
Fonte: uol.com.br

































