O esquiador Lucas Pinheiro Braathen, que representa o Brasil em competições internacionais há pouco mais de dois anos, vive um momento de ascensão meteórica no esporte de elite. Após conquistar o ouro olímpico e o globo de cristal no slalom gigante em 2026, o atleta se tornou uma figura central no cenário do esqui alpino, equilibrando suas raízes norueguesas com a identidade brasileira que adotou em sua trajetória profissional.
A dualidade entre a Noruega e o Brasil
A transição de Braathen para a equipe brasileira gerou reações distintas em seu país de nascimento. Enquanto parte do público norueguês expressa tristeza pela mudança de representação, outros celebram a coragem do atleta em seguir um caminho autêntico. O esquiador destaca que sua identidade é um reflexo de ambas as culturas, servindo como inspiração para que novos atletas busquem suas próprias trajetórias.
O reconhecimento de seu talento atravessa fronteiras, embora a frustração de especialistas noruegueses, como o ex-esquiador Kjetil André Aamodt, ainda seja mencionada em relação à perda de um competidor de alto nível. Em março de 2026, durante a etapa da Copa do Mundo em Lillehammer, Braathen foi ovacionado pelo público local ao garantir o título da temporada no slalom gigante.
Estratégia e preparação para o topo do esqui
Com o olhar voltado para a próxima temporada, que tem início em outubro na Áustria, o brasileiro estabeleceu metas ambiciosas. O objetivo principal é conquistar o globo de cristal geral, uma honraria que exige excelência em quatro modalidades distintas: downhill, super-G, slalom gigante e slalom. Para alcançar esse feito, ele busca superar a hegemonia de Marco Odermatt, que domina a competição há cinco temporadas.
A preparação física intensiva tem sido um pilar fundamental em sua rotina. Após um período de condicionamento no Rio de Janeiro, onde incorporou atividades como dança, surf e patinação, Braathen intensificou os treinos em grandes altitudes no Chile. O foco atual é aprimorar o desempenho no super-G, modalidade que exige um equilíbrio técnico entre a alta velocidade e a precisão das curvas.
Desafios técnicos e o calendário de competições
O treinamento em altitudes superiores a 3.000 metros é considerado estratégico para a adaptação às condições da neve, que se torna mais agressiva e seca em ambientes de montanha. Segundo o atleta, essa preparação é vital para enfrentar o desafio inicial da temporada em um glaciar austríaco, onde a demanda respiratória e física é significativamente mais elevada.
Além da Copa do Mundo, Braathen mantém o foco no Campeonato Mundial de 2027, que será realizado em Crans-Montana, na Suíça. Após ter figurado entre os 15 melhores nas provas de slalom e slalom gigante em 2024, o esquiador busca agora subir ao pódio na competição bienal. A jornada de Braathen pode ser acompanhada através de informações oficiais em portais como o UOL, que detalha os passos do atleta rumo ao topo do esqui mundial.
Fonte: uol.com.br
































