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Franco Baresi: a trajetória do ídolo italiano entre a glória de 82 e o luto de 94

Franco Baresi: a trajetória do ídolo italiano entre a glória de 82 e o luto de 94

O futebol mundial perdeu nesta sexta-feira (31) um de seus maiores ícones defensivos. Franco Baresi, lendário zagueiro e capitão do Milan, faleceu aos 66 anos, deixando um legado marcado pela elegância técnica e por momentos antagônicos em Copas do Mundo. Sua carreira foi definida por uma dualidade histórica: o triunfo improvável contra o Brasil em 1982 e a amargura do pênalti desperdiçado na final de 1994.

A redenção e o peso da marca do pênalti

Na decisão da Copa do Mundo de 1994, realizada nos Estados Unidos, Baresi viveu um dos instantes mais dramáticos de sua trajetória. Ao isolar a primeira cobrança de pênalti da Itália contra o Brasil, o defensor viu o sonho do tetracampeonato escapar por entre os dedos. A partida, que terminou com vitória brasileira por 3 a 2 nas penalidades, tornou-se um símbolo da resiliência do atleta, que foi consolado em campo pelo goleiro Taffarel.

Anos mais tarde, em 2021, o ex-jogador refletiu sobre aquele momento em entrevista ao Show do Esporte. Baresi admitiu que a decepção foi profunda, mas destacou que o episódio passou a ser encarado como parte intrínseca do esporte. Apesar do erro, sua liderança em campo nunca foi questionada, consolidando-o como um dos maiores defensores da história do futebol europeu.

O milagre italiano no Estádio Sarriá

Muito antes do drama nos Estados Unidos, Baresi vivenciou uma das maiores surpresas do futebol mundial na Copa do Mundo de 1982. Aos 22 anos, ele observou do banco de reservas a seleção italiana superar o Brasil de Zico, Sócrates e Falcão, em um confronto que ficou eternizado como a “Tragédia do Sarriá”.

O jogador confessou que nem mesmo o elenco italiano acreditava na classificação diante da superioridade técnica demonstrada pela equipe de Telê Santana. A vitória por 3 a 2, impulsionada pelos gols de Paolo Rossi, abriu o caminho para que a Itália conquistasse o tricampeonato mundial, superando a Polônia e a Alemanha Ocidental nas etapas seguintes do torneio.

O respeito dos pares e o medo de Ronaldo

A qualidade técnica de Baresi era reconhecida não apenas por seus torcedores, mas também por seus companheiros de profissão. O ex-zagueiro Giuseppe Bergomi, que atuou ao lado de Baresi, destacou em 2013 que a elite dos defensores italianos, incluindo Costacurta, mantinha um respeito temeroso diante de atacantes extraordinários como Ronaldo.

Para Bergomi, enfrentar o atacante brasileiro era um desafio de proporções únicas. A intensidade e a precisão técnica de Ronaldo impunham um nível de dificuldade que raramente era visto nos gramados da época, reforçando a ideia de que, mesmo para gigantes como Baresi, o futebol sempre reservava confrontos que testavam os limites da excelência defensiva.

Fonte: uol.com.br

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