A Fifa iniciou um movimento estratégico para ampliar o formato da Copa do Mundo de 48 para 64 seleções já na edição de 2030. A iniciativa ocorre em um cenário de instabilidade interna, marcado pela polêmica proposta do presidente Gianni Infantino de privatizar partes do torneio por meio do projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), que visa atrair investidores privados para o ecossistema do futebol.
Documentos revelados pela agência Press Association e pelo jornal The Times indicam que a entidade busca contratar uma consultoria independente para avaliar a viabilidade dessa expansão. O objetivo central é entender como o aumento do número de participantes afetaria não apenas a receita gerada pelo evento, mas todo o mercado esportivo global, incluindo emissoras, patrocinadores e confederações.
Avaliação de impacto e cronograma da expansão da Copa do Mundo
A solicitação da Fifa exige que a agência contratada analise detalhadamente as consequências da mudança para o ecossistema do futebol. O estudo deve contemplar o impacto sobre marcas, ligas nacionais, clubes e o público final, oferecendo uma visão clara sobre a sustentabilidade econômica de um Mundial com 64 equipes.
O cronograma estabelecido pela entidade é célere. As propostas das consultorias devem ser enviadas até o dia 7 de agosto, com a escolha da parceira prevista para 14 de agosto. A entrega do relatório final com a análise de viabilidade está marcada para o dia 11 de setembro, demonstrando a pressa da gestão de Gianni Infantino em consolidar o novo modelo.
Crise interna e resistência das confederações
O plano de expansão avança em um momento de desgaste político para a Fifa. Recentemente, Carlos Cordeiro, assessor-sênior de Infantino, renunciou ao seu cargo após manifestar publicamente sua discordância em relação à venda de fatias da Copa do Mundo, classificando a medida como inaceitável.
A resistência também se manifesta de forma institucional. A Uefa já emitiu um posicionamento firme, ameaçando boicotar competições organizadas pela Fifa caso o plano de privatização do torneio prossiga. Além disso, a Concacaf e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) formalizaram suas objeções à proposta, criando um cenário de isolamento para a atual liderança da entidade, que mantém o discurso de seguir com as mudanças estruturais.
Para mais detalhes sobre a governança do futebol mundial, consulte o portal oficial da Fifa.
Fonte: gazetaesportiva.com

































