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Douglas e o destino: como o Bahia salvou a vida do ídolo em 1972

Douglas e o destino: como o Bahia salvou a vida do ídolo em 1972

O futebol brasileiro despediu-se, no último domingo (9), de um de seus personagens mais emblemáticos. Douglas Franklin, aos 76 anos, deixou um legado marcado não apenas por suas atuações memoráveis, mas por uma trajetória que desafiou o próprio destino. A história de sua transferência para o Bahia, em 1972, transcende o esporte e revela um episódio de sobrevivência que se tornou parte do folclore do clube baiano.

A mudança de planos que evitou uma tragédia

Revelado pelo Santos, onde conviveu com lendas como Pelé, Coutinho e Clodoaldo, Douglas vivia o fim de seu ciclo na Vila Belmiro. O destino traçado era o América, do Rio de Janeiro, para onde o jogador já havia comprado sua passagem aérea. Contudo, uma investida de última hora de Osório Vilas-Boas, então presidente do Bahia, alterou o curso de sua vida.

O jogador aceitou a proposta, desde que o clube baiano conseguisse sua liberação junto ao time paulista. Ao cancelar sua ida para o Rio de Janeiro, Douglas evitou embarcar no voo da aeronave YS-11 da Vasp. No dia 13 de abril de 1972, o avião caiu na região de Petrópolis, resultando na morte de todos os ocupantes a bordo.

Legado e identificação com o Tricolor de Aço

O próprio Douglas, em entrevista concedida anos depois à TV Aratu, reconheceu a dimensão do ocorrido. Ao relembrar o episódio, o ex-jogador afirmou que o Bahia foi o responsável por salvar sua vida. Essa gratidão selou um compromisso eterno entre o atleta e a torcida, transformando-o em um dos maiores ídolos da história da instituição.

Entre 1972 e 1980, Douglas consolidou sua trajetória no clube, participando de 456 partidas. Sua passagem foi marcada pela conquista do inesquecível heptacampeonato baiano, consolidando seu nome na galeria de craques que vestiram a camisa do Tricolor de Aço. O impacto de sua presença em campo e a conexão com a torcida permanecem como pilares da memória esportiva do estado.

Uma trajetória de sucesso nos gramados

Antes de se tornar um símbolo do futebol baiano, Douglas construiu uma base sólida no Santos. Sua formação na Vila Belmiro permitiu que ele integrasse um dos esquadrões mais vitoriosos do futebol mundial, participando de conquistas importantes ao lado de nomes que definiram a era de ouro do clube. A transição para o futebol do Nordeste não apenas prolongou sua carreira, mas permitiu que ele encontrasse um novo lar.

A história de Douglas serve como um lembrete sobre as imprevisibilidades da vida e a importância das decisões tomadas em frações de segundo. O respeito conquistado por ele, tanto em Salvador quanto em Santos, reflete a admiração por um atleta que, além de sua técnica, carregava uma história de superação que será lembrada pelas próximas gerações de torcedores. Para mais detalhes sobre a história do clube, consulte o site oficial do Esporte Clube Bahia.

Fonte: uol.com.br

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