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Cooperativismo brasileiro registra expansão e atinge 29 milhões de associados

Cooperativismo brasileiro registra expansão e atinge 29 milhões de associados

O cooperativismo brasileiro consolidou sua relevância no cenário econômico nacional ao atingir a marca de 29 milhões de cooperados em 2025. Segundo o AnuárioCoop 2026, publicado pelo Sistema OCB, o setor representa hoje a adesão de aproximadamente um em cada sete habitantes do país. O impacto financeiro dessa base é expressivo: o segmento movimentou R$ 848 bilhões, um crescimento de 12% em relação ao ano anterior, enquanto as sobras registraram um incremento de 14,2%, alcançando R$ 61,3 bilhões.

Força econômica e geração de empregos

Além da movimentação financeira, o setor demonstrou robustez ao acumular ativos totais de R$ 1,6 trilhão. A capacidade de geração de postos de trabalho também se destacou, com a criação de 613,4 mil empregos formais. Esse resultado representa uma expansão de 6,1%, índice que supera o ritmo de crescimento observado no mercado de trabalho formal brasileiro como um todo.

Adaptação ao cenário de endividamento familiar

O avanço do modelo cooperativo ocorre em um momento de pressão sobre o orçamento das famílias brasileiras. Dados da Pesquisa de Endividamento das Famílias (PEIC), da Confederação Nacional do Comércio, indicam que mais de 80% das famílias estavam endividadas em 2026, o maior patamar registrado desde 2010. Com 76% dos consumidores buscando reduzir despesas em lazer e alimentação, o modelo de organização coletiva ganha atratividade como alternativa para a gestão de custos.

Estratégia de expansão para o consumo cotidiano

Historicamente ancorado no crédito e no agronegócio, o cooperativismo busca agora ampliar sua presença no consumo diário. O segmento de crédito permanece como o pilar central, concentrando 23 milhões de associados e R$ 1,1 trilhão em ativos. Paralelamente, o agronegócio lidera a geração de receita, com R$ 487,3 bilhões movimentados em 2025.

Iniciativas como o Mercado Econômico Cooperativo (MEC), desenvolvido pela Gfi Hub, ilustram essa transição ao organizar o consumo em estruturas compartilhadas. Segundo Odirlei Schuster, presidente da Gfi Hub, o cooperativismo encontra no consumo uma oportunidade de se integrar à rotina das famílias, permitindo que o valor circulado permaneça entre os participantes em vez de ser dispersado no mercado tradicional.

Fonte: terra.com.br

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