O meia-atacante Matías Segovia, conhecido como Segovinha, encerrou seu vínculo com o América-MG após o rebaixamento da equipe para a Série C do Campeonato Brasileiro. O jogador, que chegou ao futebol brasileiro em 2023 contratado pelo Botafogo por R$ 7,5 milhões, agora busca um novo destino no mercado da bola, livre de contratos de empréstimo que marcaram os últimos anos de sua carreira.
A relação com o Botafogo e a falta de autonomia
Em entrevista concedida à rádio paraguaia La Tribu, o atleta de 23 anos expressou frustração com a gestão de sua trajetória profissional enquanto esteve vinculado ao clube carioca. Segovinha afirmou que se sentia “preso” às decisões da diretoria, que o enviou sucessivamente para o Al-Ain, para o RWD Molenbeek e, por fim, para o Coelho.
O jogador destacou que as transferências eram tratadas como acordos internos entre clubes, muitas vezes sem que ele tivesse liberdade para definir seus próprios passos. Segundo o atleta, a dinâmica de empréstimos para times que compartilhavam a mesma gestão, como no caso da equipe belga, limitou sua capacidade de construir uma sequência sólida em um único projeto esportivo.
Expectativas e mercado para a próxima temporada
Agora como jogador livre, Segovinha demonstra otimismo em relação ao seu futuro profissional. Ele revelou que já possui sondagens de diversas equipes do futebol brasileiro, tanto da Série A quanto da Série B, e não descarta um retorno ao futebol paraguaio, embora priorize mercados que ofereçam estabilidade e competitividade.
O meia-atacante enfatizou que sua principal meta é atuar em um ambiente profissional que lhe permita retomar o bom desempenho apresentado em sua chegada ao Brasil. O objetivo final do jogador, conforme relatado em entrevista oficial, é garantir espaço em uma equipe de elite para buscar novamente uma convocação para a seleção de seu país.
O impacto da perda do título em 2023
Ao relembrar sua trajetória, o paraguaio lamentou o desfecho da temporada de 2023, quando o Botafogo perdeu o título do Campeonato Brasileiro. Para o atleta, aquele momento foi um divisor de águas que alterou drasticamente o planejamento de sua carreira, levando a uma série de mudanças repentinas de clube nos anos seguintes.
Segovinha relembrou que, em meados de 2024, chegou a receber garantias de que permaneceria no elenco alvinegro, mas viu a situação mudar de forma inesperada em poucos dias. Essa instabilidade, segundo ele, foi um fator determinante para que sua passagem pelo futebol brasileiro não atingisse o potencial que ele acredita possuir.
Fonte: fogaonet.com
































