O Club de Regatas Vasco da Gama apresentou, neste sábado (10/10), sua manifestação oficial em resposta ao mandado de segurança impetrado pela Fla-Flu Serviços S.A. A concessionária busca reverter a decisão judicial que autorizou a realização da partida contra o Boca Juniors, válida pela semifinal da Copa Sul-Americana, no estádio do Maracanã. O confronto está agendado para o dia 20 de outubro, às 21h30.
A petição protocolada pelo clube carioca enfatiza o estágio avançado da organização do evento, destacando que a interrupção do processo neste momento causaria danos irreparáveis a milhares de torcedores e à logística de segurança pública. O Vasco sustenta que a manutenção da decisão é essencial para preservar o planejamento já consolidado para um evento de magnitude internacional.
Impacto nas vendas e logística do evento
Um dos pontos centrais da defesa vascaína é a comprovação da alta demanda do público. Até a manhã de sábado, o clube registrou a venda de 11.446 ingressos, mesmo considerando que a comercialização estava restrita às ondas iniciais para associados. Além disso, 4.000 bilhetes destinados à torcida visitante foram repassados ao Boca Juniors, que detém a responsabilidade pela venda desse lote específico.
A defesa argumenta que a suspensão da liminar configuraria o chamado “perigo de dano inverso”. Segundo o clube, a medida solicitada pela concessionária geraria prejuízos operacionais significativos, afetando a distribuição de setores, o controle de acessos e o esquema de segurança pública, elementos que já foram comunicados à Conmebol, que ratificou o estádio como sede oficial do embate.
Argumentos jurídicos e isonomia
O Vasco rebate as alegações de que a liberação do estádio seria juridicamente absurda. A agremiação reforça que a decisão judicial anterior foi devidamente fundamentada, levando em conta pareceres da Polícia Militar, que apontou o Maracanã como alternativa preferencial, e recomendações do Ministério Público. O clube defende que o plantão judiciário não deve ser utilizado como via para reexame de mérito, visto que existem recursos próprios para contestar a decisão original.
Em relação à preservação do gramado, o clube questiona a aplicação rígida do intervalo de 72 horas entre partidas. A petição aponta que o próprio calendário da concessionária prevê jogos de Flamengo e Fluminense nos dias 26 e 28 de outubro, com um intervalo de apenas dois dias. Com isso, o Vasco busca o indeferimento do mandado de segurança, mantendo a autorização para o uso do estádio conforme o planejamento oficial do clube.
Fonte: netvasco.com.br
































