O ex-lateral Joan Capdevila, peça fundamental na conquista da Copa do Mundo de 2010 pela Espanha, viu seu sonho de acompanhar a final do Mundial de 2026 ser interrompido por questões burocráticas. O atleta, que pretendia viajar a Nova Jersey com seus filhos para assistir ao confronto entre Espanha e Argentina, teve seu pedido de entrada no território norte-americano negado pelas autoridades locais.
O impedimento ocorreu devido ao indeferimento do Sistema Eletrônico para Autorização de Viagem (Esta), ferramenta que permite a entrada de estrangeiros sem a necessidade de visto tradicional. Segundo o ex-jogador, o veto está diretamente ligado à sua participação em um amistoso festivo realizado em Teerã, capital do Irã, no ano de 2016, quando atuou por uma equipe de veteranos da LaLiga.
Restrições migratórias e o impacto do histórico de viagens
A negativa enfrentada por Capdevila reflete uma política rigorosa do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. De acordo com as normas vigentes, qualquer indivíduo que tenha visitado o Irã em ou após 1º de março de 2011 torna-se inelegível para o programa Esta. Essa medida de segurança, que também abrange pessoas com dupla nacionalidade iraniana, tem gerado tensões diplomáticas e logísticas em eventos esportivos internacionais realizados em solo americano.
O ex-atleta utilizou suas redes sociais para expor a situação e buscar auxílio de autoridades, incluindo o presidente Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio. Em seu relato, Capdevila expressou profunda frustração por não poder compartilhar o momento da final com seus antigos companheiros de seleção, como Iker Casillas, Carles Puyol, Sérgio Ramos e Xavi Hernández, que já se encontram nos Estados Unidos.
Precedentes de dificuldades logísticas na Copa do Mundo
O caso do lateral espanhol não é um evento isolado nesta edição do torneio. A seleção do Irã, durante sua participação na fase de grupos, enfrentou obstáculos severos para obter vistos e autorizações de entrada. A Federação Internacional de Futebol (Fifa) chegou a ser acionada para transferir os jogos da equipe para o México, solicitação que foi prontamente negada pelas instâncias competentes.
Durante o período em que esteve no país, a delegação iraniana relatou condições precárias de preparação e atrasos burocráticos que, segundo o técnico Amir Ghalenoei, configuraram um tratamento desigual. O capitão da equipe, Medhi Taremi, chegou a declarar publicamente que as autoridades americanas e a própria entidade máxima do futebol mundial teriam criado barreiras intencionais para prejudicar o desempenho esportivo do país asiático, que acabou eliminado ainda na primeira fase da competição, conforme reportado pela Agência Brasil.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


































