A assessoria de comunicação de Michelle Bolsonaro, candidata ao Senado pelo Distrito Federal, manifestou descontentamento público nesta terça-feira, 11, em relação a uma decisão proferida pelo ministro Alexandre de Moraes. O posicionamento oficial questiona os limites impostos pelo magistrado quanto às visitas de familiares à residência onde Jair Bolsonaro cumpre pena em regime domiciliar.
A controvérsia gira em torno da logística de assistência ao ex-presidente. Segundo a defesa e a assessoria da candidata, a intenção do requerimento era garantir a presença constante de parentes no imóvel, assegurando suporte diário enquanto Michelle Bolsonaro dedica-se às atividades de sua campanha eleitoral.
Limitações impostas pelo Supremo Tribunal Federal
A decisão de Alexandre de Moraes estabeleceu um cronograma específico para o acesso de familiares. As visitas foram autorizadas apenas às quartas-feiras e aos sábados, respeitando janelas de horário restritas no período da manhã ou da tarde. O magistrado determinou que tais condições devem seguir os padrões operacionais aplicados pelo Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
A nota divulgada pela equipe de Michelle Bolsonaro classifica a medida como excessivamente restritiva. O texto argumenta que a determinação do ministro do STF não atende ao pleito original e gera um impacto direto na rotina da candidata, dificultando a conciliação entre o cuidado familiar e a agenda política.
Impactos na campanha eleitoral e rotina política
A equipe da candidata ao Senado sustenta que a restrição imposta pelo tribunal prejudica o desempenho de seus atos de campanha. A ausência de um suporte familiar permanente na residência obriga a candidata a readequar seus compromissos públicos para garantir a assistência necessária ao marido.
O caso ocorre em um cenário de alta tensão jurídica envolvendo o ex-presidente. Conforme reportado pelo portal Terra, Jair Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025 a uma pena de 27 anos e 3 meses de reclusão. As acusações incluem organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e dano ao patrimônio da União.
Fonte: terra.com.br
































