O zagueiro Victor Gabriel, do Internacional, foi alvo de uma decisão severa do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD) nesta terça-feira (28). O atleta foi punido com uma suspensão preventiva que perdurará até que o atacante Gabriel Pec, do Cruzeiro, esteja apto a retornar aos treinamentos, com um limite máximo estipulado em 180 dias. A medida decorre de uma jogada violenta ocorrida no dia 22 de julho, durante um confronto válido pela Série A do Campeonato Brasileiro, em Porto Alegre.
Contexto da jogada e a gravidade da lesão
O lance que motivou a denúncia ocorreu aos 15 minutos do segundo tempo da partida, que terminou com a vitória do time mineiro por 2 a 1. Ao chegar atrasado em uma disputa de bola, Victor Gabriel atingiu o adversário, resultando em uma fratura na tíbia de Gabriel Pec. O jogador do Cruzeiro precisou ser retirado de campo em uma maca e, após exames detalhados, foi submetido a um procedimento cirúrgico. A estimativa médica para a recuperação do atacante varia entre três e quatro meses.
Fundamentação jurídica e o voto do tribunal
A Procuradoria do STJD denunciou o zagueiro com base no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de jogadas violentas. Contudo, a aplicação da suspensão estendida baseou-se no parágrafo 3º do mesmo artigo. O auditor Eduardo Xibe, ao proferir seu voto, destacou que a finalidade da medida é disciplinar e preventiva, visando impedir que o autor de uma lesão grave retorne aos gramados antes da recuperação da vítima.
A decisão não foi unânime entre os membros do tribunal. Enquanto o auditor-relator Rodrigo Steinmann Bayer defendeu apenas a suspensão padrão de seis partidas, a maioria, composta pelo presidente Jorge Octavio Lavocat Galvão e pela auditora Aline Gonçalves Jatahy, acompanhou o voto de Xibe pela aplicação do parágrafo 3º. O caso ainda está sujeito a recursos por parte da defesa do atleta colorado.
Defesa do atleta e posicionamento oficial
Durante a sessão de julgamento, Victor Gabriel negou qualquer intenção de causar dano ao colega de profissão. O jogador justificou que as condições do gramado, que estava liso e molhado, dificultaram o controle do movimento após o contato inicial com a bola. Ele afirmou que não teve tempo hábil para recolher a perna, reiterando a ausência de maldade no lance. O zagueiro já havia utilizado suas redes sociais anteriormente para pedir desculpas públicas ao atacante cruzeirense, conforme reportado pela Agência Brasil.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


































