Um relatório encaminhado pelo Conselho Tutelar de Viamão à Justiça trouxe novos desdobramentos sobre o caso da morte de Oliver Golden Grayson, de 3 anos. O documento indica que as irmãs da vítima relataram, de forma espontânea, que a mãe também utilizava violência física como método de disciplina dentro do ambiente familiar.
Investigação revela padrão de violência doméstica
O levantamento, produzido após uma série de atendimentos e perícias técnicas realizadas no decorrer das investigações, detalha um cenário de medo e submissão. Segundo o órgão, outro irmão da criança falecida apresentava resistência a avaliações físicas e orientava ativamente as irmãs para que não exibissem possíveis lesões ou relatassem os fatos aos profissionais de saúde que acompanhavam a família.
Confissão do pai e prisão preventiva
O crime ocorreu no distrito de Águas Claras, em Viamão. O pai da criança, o missionário norte-americano Dandre Jermaine Grayson, confessou em depoimento à Polícia Civil ter agredido o filho com socos no peito e no abdômen, além de bater a cabeça do menino contra o chão. A justificativa apresentada pelo suspeito para a violência extrema foi o fato de a criança não ter lhe dado “bom dia”.
Após as agressões, o menino foi levado pelo próprio pai a um hospital local e, devido à gravidade do quadro, transferido para a UTI pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre, onde o óbito foi confirmado. A equipe médica, ao identificar as múltiplas lesões incompatíveis com acidentes domésticos, acionou a Brigada Militar. Tanto o pai quanto a mãe, Mayanna Angelina Rodgers, permanecem presos preventivamente.
Defesa alega vulnerabilidade da mãe
A família, que residia no Brasil há nove anos, está no centro de um processo que envolve questões de cidadania e proteção à infância. A defesa de Mayanna Angelina Rodgers, por meio de nota técnica, sustenta que a cliente é, na verdade, vítima de um contexto de grave vulnerabilidade, que incluiria violência doméstica, física, emocional e espiritual.
Os advogados da mãe enfatizaram a necessidade de uma apuração técnica e sem julgamentos antecipados, comprometendo-se a respeitar o sigilo das investigações. O caso segue sob análise do Poder Judiciário, que busca esclarecer a extensão das agressões sofridas pelos outros menores e a responsabilidade de cada progenitor no ambiente doméstico. Para mais informações sobre o acompanhamento de casos de violência infantil, consulte o Conselho Tutelar.
Fonte: terra.com.br


































