Em meio a uma complexa disputa judicial pelo controle da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo, o empresário norte-americano John Textor, ex-controlador do clube, concedeu uma entrevista à “Itatiaia” na qual abordou sua visão sobre o legado que espera deixar e expressou profundas preocupações com o futuro da instituição. Apesar de atualmente fora da gestão, Textor continua empenhado em reverter a situação nos tribunais, buscando retomar as rédeas do projeto que, segundo ele, foi desviado de seu propósito original.
As declarações do empresário vêm à tona em um momento de incerteza para o clube, com a torcida acompanhando de perto os desdobramentos da batalha societária. Textor não apenas projetou como gostaria de ser lembrado, mas também teceu duras críticas à condução do clube social na transição de controle da SAF, apontando para o que considera decisões prejudiciais e um cenário de risco iminente.
A visão de John Textor sobre seu legado no Botafogo
Questionado sobre como gostaria que a torcida alvinegra resumisse sua passagem pelo Botafogo daqui a cinco anos, John Textor ofereceu uma resposta carregada de emoção e ambição. Ele espera que sua era seja lembrada por uma conexão profunda e conquistas marcantes, elementos que, em sua visão, solidificariam um período de sucesso e alegria para os torcedores.
“Ele se apaixonou por nós, nós nos apaixonamos por ele, conquistamos títulos juntos e construímos memórias para a vida toda”, afirmou Textor, rememorando os feitos que, em sua perspectiva, já foram alcançados. O empresário destacou a conquista dos títulos históricos da Libertadores e do Campeonato Brasileiro em 2024, ressaltando o impacto dessas vitórias na história do clube.
Críticas à gestão do clube social e a mudança de controle da SAF
Durante a entrevista, John Textor não poupou críticas ao clube social do Botafogo, especialmente no que tange à condução da mudança de controle da SAF. A transição para a GDA Luma, que se tornou credora após um empréstimo contraído pelo próprio empresário, foi o principal alvo de seu descontentamento. Textor questionou a lógica por trás dessa decisão, comparando a nova credora a outros potenciais investidores.
“Eles [clube social] realmente acham que um fundo de dívida que empresta dinheiro a juros altos é um proprietário melhor do que o Kia [Joorabchian] e o [Evangelos] Marinakis? Ninguém conseguiria olhar nos seus olhos e dizer que isso é verdade. De jeito nenhum”, declarou Textor, expressando sua incredulidade. Ele enfatizou a necessidade de o clube “voltar a sonhar”, alertando para um possível “pesadelo” caso as decisões erradas persistam.
Alertas sobre a disputa societária e seus impactos financeiros
A disputa societária pelo controle da SAF do Botafogo, encampada por John Textor, já estaria comprometendo o futuro do clube, segundo o empresário. Ele foi categórico ao afirmar que não pode garantir a tranquilidade dos torcedores, pois os prejuízos já são uma realidade. Textor mencionou o bloqueio de capital significativo, que, em sua visão, impede o desenvolvimento e a estabilidade financeira da instituição.
“Não, ela já comprometeu. Eles acabaram de bloquear US$ 100 milhões em capital de algumas das pessoas mais impressionantes do mundo”, revelou Textor. Ele detalhou que seus próprios US$ 25 milhões também foram bloqueados em meados de abril, e que houve um novo bloqueio no último fim de semana de junho. “Todo mundo sabe disso. Bloquearam aquilo. No último fim de semana, bloquearam de novo. E ainda querem dizer a todo mundo que a culpa é do gringo”, criticou, atribuindo a responsabilidade ao clube social.
Apelo aos torcedores e o papel do clube social
John Textor fez um apelo direto aos torcedores do Botafogo, instigando-os a questionar os responsáveis pelas decisões que, segundo ele, estão prejudicando o clube. Ele acredita que a base de fãs é mais perspicaz do que se imagina, apesar da disseminação de informações que considera falsas nas redes sociais. O empresário destacou a importância de buscar a verdade por trás dos acontecimentos.
“Acho que os torcedores são mais inteligentes do que isso. Não tenho certeza se as pessoas nas redes sociais são mais inteligentes do que isso porque elas tomam decisões muito rapidamente com base em informações falsas. Elas são inteligentes, mas estão recebendo informações ruins”, ponderou. Textor reiterou que a disputa está afetando o clube neste momento, citando uma situação específica de bloqueio de dinheiro aprovado. “Então acho que os torcedores deveriam perguntar ao Carlos Augusto Montenegro e ao João Paulo Magalhães Lins por quê”, concluiu, direcionando a responsabilidade aos membros do clube social. Para mais informações sobre SAFs no futebol brasileiro, clique aqui.
Fonte: fogaonet.com

































