O empresário John Textor, ex-controlador da SAF do Botafogo, rompeu o silêncio em uma entrevista contundente concedida à rádio Itatiaia. Afastado do comando da gestão, o investidor norte-americano contesta a legitimidade da perda de suas ações e afirma categoricamente que permanece como o legítimo proprietário do ativo. Segundo ele, os documentos contratuais comprovam que o pagamento pelas ações nunca foi concluído, tornando nula qualquer tentativa de transferência de controle por parte de credores ou do clube associativo.
botafogo: cenário e impactos
Disputa societária e o futuro da gestão
Textor sustenta que a batalha pelo controle da SAF é uma questão documental que precisará ser resolvida nos tribunais. Ele critica abertamente a atuação de figuras como Michele Kang e os fundos de investimento envolvidos, alegando que o clube social está sendo induzido a um caminho prejudicial ao aceitar a recuperação judicial. Para o empresário, a entrada de novos parceiros, como Kia Joorabchian e Evangelos Marinakis, representaria a solução ideal para o fortalecimento do projeto esportivo global do clube.
Conflitos com o clube social e bloqueios financeiros
O ex-controlador detalha uma série de episódios em que, segundo sua versão, o clube social teria agido para impedir a entrada de aportes financeiros significativos. John Textor cita que, em janeiro, havia um plano estruturado para injetar cerca de 65 milhões de dólares nos cofres do clube, montante que teria evitado a necessidade de recuperação judicial e os problemas com transfer bans. Ele acusa lideranças internas, mencionando nominalmente Carlos Augusto Montenegro, de agirem por motivações pessoais e vaidade, visando retomar o poder administrativo em detrimento da saúde financeira da instituição.
Críticas à cobertura midiática e ao ambiente político
Além das questões societárias, o empresário direcionou duras críticas à forma como a mídia e os influenciadores digitais têm conduzido a narrativa sobre o caso. Textor afirma que muitos profissionais do jornalismo esportivo admitem, em conversas privadas, que o seu modelo de gestão seria o mais adequado, mas evitam o apoio público por receio da reação das redes sociais. Ele reforça que a disseminação de informações falsas tem sido uma ferramenta constante de seus opositores para manipular a opinião da torcida.
Compromisso com o futebol brasileiro
Apesar das adversidades, John Textor reafirma sua intenção de permanecer no Brasil e continuar lutando pela manutenção de seu projeto no Botafogo. Ele defende a Lei da SAF como um marco necessário para a modernização do futebol nacional, mas lamenta que a resistência de setores conservadores dos clubes associativos possa afastar novos investidores estrangeiros. O empresário conclui que sua permanência é uma questão de honra e de convicção no sucesso do plano que ele ajudou a implementar.
Para mais detalhes sobre o cenário das SAFs no Brasil, acesse o portal Itatiaia.
Fonte: fogaonet.com


































