A trajetória de Didier Deschamps à frente da seleção francesa caminha para um encerramento definitivo, abrindo espaço para uma das transições mais aguardadas no futebol mundial. Zinedine Zidane, ícone absoluto do esporte e ex-capitão dos Bleus, consolidou-se como o nome predileto para assumir o cargo técnico, um objetivo que o ex-jogador persegue há anos com notável paciência e discrição.
A transição no comando técnico da França
Mantendo sua postura reservada, Zidane evitou declarações públicas durante a recente disputa da Copa do Mundo de 2026, realizada na América do Norte. Enquanto o círculo próximo ao treinador articula os bastidores para sua chegada, a Federação Francesa de Futebol (FFF) mantém um cronograma rigoroso, evitando anúncios precipitados que pudessem desviar o foco da despedida de Deschamps, após 14 anos de um ciclo vitorioso.
O presidente da FFF, Philippe Diallo, reforçou a necessidade de cautela, destacando que não há pressa para definir o sucessor. Mesmo após a eliminação da França nas semifinais diante da Espanha, por 2 a 0, a entidade prioriza a estabilidade institucional, protegendo o legado do atual treinador até o encerramento oficial de suas atividades.
O perfil desejado pela federação
Em declarações anteriores, Philippe Diallo admitiu que a busca pelo novo comandante segue critérios rigorosos. O dirigente confirmou ter recebido menos de cinco candidaturas, todas de profissionais franceses, ressaltando que o escolhido precisa reunir competência técnica e o apoio incondicional da torcida, dado o peso cultural da seleção para o povo francês.
Esse retrato coincide com a figura de Zidane, que acumula o prestígio de ter sido um dos maiores jogadores da história e o sucesso como técnico no Real Madrid, onde conquistou três títulos da Liga dos Campeões. O ex-meia, que não dirige equipes desde 2021, nunca escondeu o desejo de comandar o país que defendeu por mais de uma década.
Desafios contratuais e a estrutura da comissão
Embora a questão salarial pudesse ser um entrave devido às novas normas de governança esportiva, que impõem tetos remuneratórios, a legislação francesa prevê procedimentos de exceção. A possibilidade de autorização especial pelo Ministério do Esporte para cargos estratégicos, como o de técnico da seleção, remove um dos principais obstáculos financeiros para a contratação.
Segundo informações da AFP, o processo de montagem da nova comissão técnica já está em curso nos bastidores. Enquanto a expectativa aumenta, a torcida francesa aguarda o anúncio oficial que marcará o início de uma nova era, consolidando o retorno de um dos maiores nomes do futebol mundial ao centro das decisões esportivas do país.
Fonte: gazetaesportiva.com


































