O Vasco da Gama entra em campo na noite desta quarta-feira, às 21h30, em Buenos Aires, para um dos compromissos mais significativos de sua história recente. O duelo contra o Boca Juniors, válido pela semifinal da Copa Sul-Americana, representa mais do que a disputa por uma vaga na decisão; é a oportunidade de o Gigante da Colina encerrar um longo período de ausência do topo do futebol continental. Sob o comando do técnico português Pedro Emanuel, a equipe busca consolidar seu processo de reestruturação esportiva e institucional.
A mobilização da torcida cruz-maltina na capital argentina reflete a excepcionalidade do momento. O clube não atuava em um dos dois principais templos do futebol portenho — a Bombonera ou o Monumental de Núñez — há 25 anos. Esse hiato histórico aumenta a carga emocional de uma partida que ocorre em meio ao fortalecimento do projeto da SAF e à evolução tática apresentada pelo time nas últimas rodadas da competição.
Fim do hiato em palcos históricos do futebol argentino
A última vez que o Vasco pisou no gramado da Bombonera foi em 25 de setembro de 2001. Naquela ocasião, em partida válida pela Copa Mercosul, a equipe brasileira segurou um empate em 2 a 2, com gols marcados pelo zagueiro Odvan e pelo atacante Euller. Desde então, o torcedor guardou na memória as lembranças de confrontos épicos em solo argentino, como a goleada de 4 a 1 sobre o River Plate em 2000 e o histórico gol de falta de Juninho Pernambucano na Libertadores de 1998.
O retorno a esses palcos lendários serve como um termômetro para a ambição do clube. Após assistir ao domínio recente de seus rivais cariocas, que conquistaram cinco títulos da Libertadores desde 2019, o Vasco tenta recuperar o prestígio perdido. A última vez que o clube alcançou uma semifinal continental foi em 2011, quando foi eliminado pela Universidad de Chile, também na Copa Sul-Americana.
Desfalques e novidades na escalação de Pedro Emanuel
Para o desafio desta noite, o técnico Pedro Emanuel precisará lidar com ausências importantes no setor ofensivo. O atacante Facundo Colidio, que não foi inscrito pelo Vasco para esta fase da competição por ainda constar na lista do River Plate, seu ex-clube, é o principal desfalque. Para seu lugar, o treinador testou variações táticas utilizando Nuno Moreira e Adson, buscando manter a intensidade ofensiva necessária para enfrentar a pressão da torcida local.
No departamento médico e em transição, outros nomes também desfalcam a delegação em Buenos Aires:
- Cauan Barros: fora por problemas físicos após acidente;
- Spinelli: segue em recuperação de lesão;
- Johan Rojas: ausente por opção técnica;
- Cuesta: em fase de transição física.
Por outro lado, o atacante Bruno Duarte está confirmado entre os titulares após ser poupado na última rodada devido a uma pancada na costela. O retorno de Brenner ao banco de reservas também oferece mais opções de substituição para o decorrer do confronto, garantindo que o time mantenha o fôlego em um jogo que promete ser de alta intensidade física.
Indefinição jurídica marca os preparativos para o reencontro
Enquanto o time se concentra na Argentina, os bastidores do clube fervem com a disputa judicial pelo local do jogo de volta, marcado para o dia 20 de outubro. O Vasco obteve inicialmente o direito de jogar no Maracanã, mas uma liminar favorável ao consórcio gerido por Flamengo e Fluminense vetou a utilização do estádio. O clube recorreu da decisão e aguarda um parecer final da Justiça e da Conmebol.
A entidade sul-americana estipulou um prazo que se encerra ao meio-dia de hoje para a definição oficial do estádio. Caso o imbróglio no Maracanã não seja resolvido, o Estádio Nilton Santos surge como a alternativa mais provável. A situação gera apreensão, uma vez que cerca de 50 mil ingressos já foram comercializados para a partida no Maracanã, criando um desafio logístico e jurídico para a diretoria cruz-maltina.
Fonte: netvasco.com.br
































