O cantor Netinho faleceu nesta terça-feira, 13, aos 59 anos, em decorrência de um linfoma não Hodgkin. O artista estava internado no Hospital Aliança Star, em Salvador, na Bahia, para tratar o retorno da enfermidade, que havia sido diagnosticada pela primeira vez em 2025.
A trajetória de enfrentamento do músico foi marcada por períodos de remissão e recaídas. Após iniciar o tratamento em março de 2025, Netinho chegou a compartilhar sua recuperação com o público. Contudo, em maio de 2026, o cantor comunicou o retorno da doença, descrevendo-a como mais agressiva. Em junho do mesmo ano, ele chegou a anunciar alta médica, mas o quadro clínico evoluiu para o óbito nesta semana.
Natureza e complexidade do linfoma não Hodgkin
O linfoma não Hodgkin (LNH) não se caracteriza como uma patologia única, mas sim como um grupo composto por mais de 40 subtipos distintos de câncer. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), todos esses tipos têm origem nas células do sistema linfático, uma rede complexa que auxilia o organismo no combate a infecções e doenças.
Nessa condição, as células do sistema linfático passam a se multiplicar de forma desordenada. Como esse tecido está distribuído por diversas partes do corpo, incluindo linfonodos, baço e medula óssea, a doença pode se manifestar em múltiplos locais, atingindo inclusive órgãos que não pertencem originalmente ao sistema linfático.
Sintomas e diagnóstico da condição
Embora o linfoma possa acometer pessoas de qualquer faixa etária, a incidência é maior em pacientes mais velhos. O sinal clínico mais frequente é o aumento dos linfonodos, popularmente conhecidos como ínguas ou gânglios, que se apresentam como caroços geralmente indolores em regiões como pescoço, axilas e virilha.
A presença desses sinais não confirma, isoladamente, a existência de um linfoma. No entanto, alterações persistentes no organismo exigem avaliação médica especializada. O diagnóstico definitivo é estabelecido por meio de biópsia e análise laboratorial das células, etapas fundamentais para determinar o subtipo exato e definir a estratégia terapêutica mais eficaz.
Diferenças entre linfoma de Hodgkin e não Hodgkin
A principal distinção entre os dois tipos de linfoma reside nas características celulares identificadas em exames. No linfoma de Hodgkin, a biópsia revela a presença de células específicas denominadas Reed-Sternberg, e a disseminação da doença costuma seguir uma sequência mais previsível entre os grupos de linfonodos.
Já o linfoma não Hodgkin apresenta um comportamento mais heterogêneo. Enquanto alguns subtipos possuem crescimento lento, outros são classificados como agressivos, com rápida progressão. Essa diversidade exige que o tratamento seja altamente personalizado, considerando a extensão da doença, o histórico do paciente e a resposta a terapias anteriores.
Fonte: terra.com.br


































