A campanha da Argentina na Copa do Mundo de 2026, liderada pela genialidade de Lionel Messi, alcançou a fase semifinal, onde a equipe enfrentará a Inglaterra. No entanto, a trajetória da seleção sul-americana tem sido acompanhada por uma crescente onda de teorias da conspiração, que sugerem um suposto favorecimento aos atuais campeões mundiais, tanto nas decisões de arbitragem quanto no chaveamento do torneio.
As redes sociais se tornaram um palco para a proliferação dessas narrativas, com vídeos e memes, muitos deles gerados por inteligência artificial, que buscam reforçar a ideia de que a Argentina tem sido beneficiada. Imagens do presidente da Fifa, Gianni Infantino, em interações simbólicas com Messi ou com o Sol de Maio da bandeira argentina, ilustram a criatividade e o alcance dessas especulações.
Decisões do VAR em foco: o cartão não dado a Messi
Um dos primeiros episódios que alimentaram as teorias ocorreu na vitória da Argentina sobre a Argélia, na fase de grupos. Aos 30 minutos do primeiro tempo, com a Argentina vencendo por 1 a 0, Lionel Messi protagonizou uma entrada forte na panturrilha do capitão argelino, Aissa Mandi.
O árbitro polonês Szymon Marciniak marcou a falta, mas não aplicou nenhuma punição adicional ao camisa 10 argentino, que posteriormente marcou três gols na partida. Diversos comentaristas e ex-árbitros, como Nedum Onuoha da ESPN e Patrick Ittrich da Alemanha, afirmaram que a jogada era passível de cartão vermelho, o que resultaria em suspensão para Messi.
A Federação Argelina de Futebol chegou a apresentar uma reclamação oficial à Fifa, alegando “injustiça” na partida. Este incidente marcou o início das discussões sobre um possível tratamento diferenciado à seleção argentina.
Reclamações do Egito: gol anulado e pênalti ignorado
Nas oitavas de final, a Argentina superou o Egito em uma virada por 3 a 2, após estar perdendo por dois gols a pouco mais de dez minutos do fim. A partida foi marcada por intensa controvérsia, com jogadores e comissão técnica egípcia expressando indignação com várias decisões do árbitro francês François Letexier, que, segundo eles, favoreceram a Argentina.
O ponto mais discutido foi a anulação de um gol egípcio no segundo tempo, após intervenção do VAR, por uma suposta falta sobre o argentino Lisandro Martínez no início da jogada. O ex-árbitro inglês Mark Clattenburg questionou a profundidade da análise do VAR, sugerindo que a busca por uma infração foi excessiva.
O técnico do Egito, Hossam Hassan, também reclamou de um pênalti não marcado a favor de sua equipe antes do gol da vitória argentina, nos acréscimos. Hassan insinuou que “fatores externos” poderiam estar em jogo, questionando se havia um desejo de manter os campeões mundiais e Messi no torneio. Pierluigi Collina, chefe do Comitê de Arbitragem da Fifa, negou as acusações egípcias, classificando-as como “infundadas”.
Expulsão polêmica da Suíça: a intervenção do VAR
A vitória da Argentina por 3 a 1 sobre a Suíça, nas quartas de final, também foi palco de uma decisão crucial do VAR. Aos 25 minutos do segundo tempo, o árbitro português João Pinheiro inicialmente mostrou cartão amarelo a Leandro Paredes da Argentina por uma falta sobre Breel Embolo, em um momento de domínio suíço após o empate em 1 a 1.
No entanto, uma intervenção do VAR, aplicando a nova regra da Fifa sobre erro de identidade, reverteu a decisão, determinando que Embolo havia simulado a falta. Como Embolo já tinha um cartão amarelo, ele recebeu o segundo e foi expulso, deixando a Suíça com dez jogadores. A Argentina capitalizou a vantagem numérica e garantiu a vitória na prorrogação.
O técnico suíço, Murat Yakin, criticou a regra, mas muitos comentaristas, incluindo Nancy Armour do USA Today, defenderam a correção da expulsão de Embolo por simulação evidente. Acesse o site oficial da FIFA para mais informações sobre as regras de arbitragem.
Caminho facilitado: o sorteio da Argentina na Copa
Além das polêmicas de arbitragem, os críticos da campanha argentina apontam o ranking de seus adversários como um indício de favorecimento no sorteio. Até a semifinal, a Argentina não enfrentou nenhuma seleção classificada acima da 19ª posição no ranking da Fifa.
Após liderar um grupo com Argélia, Jordânia e Áustria, seus oponentes na fase eliminatória foram Cabo Verde, Egito e Suíça. Em contraste, outras seleções como a Espanha tiveram um caminho considerado mais difícil, eliminando Portugal (quinto colocado) e Bélgica (nona colocada) para chegar às semifinais, enquanto a França enfrentou o Marrocos (sétimo colocado) nas quartas de final. A Inglaterra, por sua vez, também não enfrentou nenhuma equipe do top 10 até o momento.
Fonte: gazetaesportiva.com


































