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Tiquinho Soares detalha conexão emocional com o Botafogo e saudade da torcida

Tiquinho Soares detalha conexão emocional com o Botafogo e saudade da torcida

O atacante Tiquinho Soares, aos 35 anos, abriu o jogo sobre sua trajetória no futebol brasileiro e o vínculo profundo que estabeleceu com o Botafogo. Em entrevista concedida ao serviço de streaming Paramount+, veiculada antes do confronto contra o Cienciano pela Copa Sul-Americana, o atleta explicou como o clube carioca transformou sua visão sobre atuar no país.

A mudança de planos e a chegada ao Rio de Janeiro

Durante sua passagem pelo futebol europeu, o jogador admitia não ter o desejo de retornar ao Brasil. Segundo ele, o ambiente do futebol nacional, frequentemente descrito como instável, gerava receio, apesar de ter recebido diversas propostas de grandes clubes ao longo dos anos.

A decisão de mudar de rumo ocorreu em 2022, enquanto defendia o Olympiacos. O pedido de seu pai, que desejava acompanhar suas partidas com mais facilidade, foi o ponto de virada decisivo para que ele considerasse o retorno. O surgimento do Botafogo naquele momento específico foi visto por ele como um sinal, levando-o a aceitar o desafio mesmo chegando ao clube lesionado.

Identificação e gratidão pelo Glorioso

O centroavante destaca que o acolhimento do clube foi fundamental para sua adaptação e para o despertar de um sentimento de torcedor. Por ter aberto as portas em um momento de incerteza, o Botafogo ocupa hoje um lugar de destaque em sua carreira e em sua vida pessoal.

Essa gratidão se traduziu em um desempenho que rapidamente conquistou a arquibancada. O jogador reforça que o clube não apenas contratou um profissional, mas estabeleceu uma conexão afetiva que ele não esperava encontrar ao decidir deixar a Europa.

A saudade da música e o impacto no Nilton Santos

Um dos pontos mais marcantes do relato de Tiquinho Soares é a saudade que sente da música entoada pela torcida no Estádio Nilton Santos. O atleta relembrou com emoção como a melodia, conduzida pela locutora Fernanda Maia, servia como um combustível extra durante as partidas.

Para o atacante, ouvir o canto das arquibancadas após marcar um gol era uma experiência surreal que transcendia o campo. Ele ressaltou que a música, que já existia em sua época de Porto, ganhou uma dimensão especial no Rio de Janeiro, tornando-se uma marca registrada de sua passagem pelo clube que, segundo ele, marcou gerações de torcedores.

Fonte: fogaonet.com

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