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Súmula detalha hostilidades de dirigentes e funcionários do Vasco contra arbitragem

Súmula detalha hostilidades de dirigentes e funcionários do Vasco contra arbitragem

O árbitro Matheus Candançan formalizou em súmula um relato detalhado sobre uma série de episódios de hostilidade e agressão envolvendo membros da diretoria e funcionários do Vasco da Gama. O incidente ocorreu durante o intervalo e após o término da partida contra o Vitória, gerando um clima de tensão que exigiu a intervenção direta do policiamento para garantir a integridade física da equipe de arbitragem.

Relato de agressões e obstrução no campo

Segundo o documento oficial, a primeira abordagem ocorreu ainda no gramado, logo após o apito final do primeiro tempo. O coordenador de performance do clube, Daniel Felix, teria abordado os árbitros de forma agressiva, utilizando linguagem ofensiva e impedindo a passagem da equipe em direção ao túnel de acesso aos vestiários. O profissional manteve o dedo em riste enquanto questionava um lance envolvendo um possível toque de mão do jogador Kayzer.

Após conseguirem se desvencilhar, os árbitros foram interceptados por um segurança do clube. De acordo com o relato, o funcionário proferiu xingamentos e adotou uma postura agressiva, sendo necessária a contenção por parte dos policiais presentes no local, o que deu início a um tumulto generalizado na área de acesso.

Envolvimento de dirigentes e tentativa de agressão física

A situação escalou com a chegada de outros integrantes da cúpula vascaína. O diretor executivo de futebol, Admar Lopes, o diretor técnico, Felipe Loureiro, e o treinador de goleiros, Nelcirio Franchin, tentaram forçar a passagem pelo bloqueio policial para confrontar a arbitragem. O árbitro destacou que, durante a confusão, foram ouvidos insultos como “covarde” e “filho da puta”, além de reclamações constantes sobre a arbitragem.

O ponto de maior gravidade ocorreu na escadaria de acesso ao vestiário. Conforme registrado por Matheus Candançan, Nelcirio Franchin teria tentado desferir um soco contra o árbitro, mas acabou atingindo o braço do 4º árbitro. O agressor foi contido novamente pelo policiamento. Além disso, o relato aponta que torcedores arremessaram copos com líquidos e pedras de gelo contra a equipe de arbitragem tanto no intervalo quanto no retorno para a segunda etapa.

Repercussão e ofensas após o encerramento

Mesmo após o fim do jogo, as hostilidades continuaram. Ao se dirigirem novamente aos vestiários, os árbitros teriam sido alvo de novas ofensas por parte dos dirigentes. Felipe Loureiro teria provocado a equipe de arbitragem mencionando o uso do VAR, enquanto Admar Lopes classificou o trabalho da arbitragem como “uma bosta” e “um lixo”.

O caso agora deve ser analisado pelos órgãos competentes da justiça desportiva brasileira. Para acompanhar o desenrolar das decisões do tribunal, consulte o portal oficial da Confederação Brasileira de Futebol. A súmula serve como peça fundamental para a denúncia e possível punição dos envolvidos nos episódios de violência relatados.

Fonte: netvasco.com.br

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