O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a necessidade de esclarecimentos complementares por parte da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). A medida ocorre no âmbito de um processo que investiga acusações feitas pelos parlamentares contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), a quem atribuíram a prática de crimes graves, incluindo estupro de vulnerável.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) também solicitou a realização de diligências à Polícia Federal (PF) para apurar a veracidade das denúncias apresentadas. Em resposta, os parlamentares afirmaram que prestarão as informações solicitadas, classificando o procedimento como uma etapa regular e prevista no curso da investigação.
Origem do conflito e denúncias na CPMI
O embate público teve início em 27 de março, durante a leitura do relatório final da CPMI do INSS, da qual Alfredo Gaspar era relator. Na ocasião, Lindbergh Farias proferiu a acusação de “estuprador” contra o colega, gerando uma reação imediata de Gaspar, que rebateu o termo durante a sessão. O episódio culminou em uma coletiva de imprensa onde os parlamentares detalharam as alegações.
Segundo os denunciantes, o suposto crime teria ocorrido há oito anos em Alagoas, envolvendo uma criança e uma jovem. Os parlamentares alegam possuir gravações que indicariam a tentativa de compra de silêncio com valores que variariam entre R$ 70 mil e R$ 400 mil. A denúncia foi formalizada junto à Polícia Federal, com os parlamentares sustentando que a prova científica, por meio de exame de DNA, seria suficiente para comprovar os fatos.
Defesa de Alfredo Gaspar e ação no STF
Em resposta às acusações, Alfredo Gaspar acionou o STF com uma queixa-crime por calúnia e difamação. A defesa do deputado nega veementemente qualquer envolvimento em crimes, destacando que ele é casado há 36 anos e pauta sua vida por valores cristãos. Os advogados classificaram a conduta dos parlamentares como uma “trama sórdida” destinada a intimidar o relator e desviar o foco das conclusões da CPMI.
O ministro Gilmar Mendes, relator do processo na Corte, estabeleceu um prazo de 15 dias para que Soraya Thronicke e Lindbergh Farias apresentassem suas explicações. O caso, que tramita no Supremo, ganhou novos desdobramentos recentes com o pedido da defesa de Gaspar por uma apuração imediata, reforçando a disposição do parlamentar em realizar exames genéticos para refutar as alegações.
Para mais detalhes sobre o andamento de processos no Judiciário, consulte o portal oficial do Supremo Tribunal Federal.
Fonte: terra.com.br

































