A FIFPRO, entidade que representa os jogadores de futebol profissional ao redor do mundo, emitiu um comunicado contundente nesta quinta-feira, 6, direcionado à Fifa. O documento surge como uma resposta direta às recentes tentativas da federação internacional de atrair investimentos privados, uma manobra que gerou forte resistência em diversos setores da modalidade.
O sindicato defende que a retirada da proposta pelo presidente Gianni Infantino não encerra o debate sobre a integridade institucional da entidade. Para a organização, o episódio expôs fragilidades graves que exigem medidas imediatas para evitar a repetição de decisões tomadas de forma unilateral.
Reforma estrutural na governança da Fifa
A principal demanda apresentada pela FIFPRO é uma alteração profunda na estrutura de governança da Fifa. O sindicato busca mecanismos que impeçam, de forma definitiva, que qualquer indivíduo tenha autoridade para impor decisões que impactem o ecossistema do futebol sem o devido processo de consulta.
A entidade argumenta que o episódio recente não foi apenas um erro administrativo, mas um reflexo de um abuso de poder presidencial. A carta, entregue ao setor administrativo da federação, foi assinada pelos líderes da FIFPRO e de suas subdivisões, reforçando a unidade da categoria diante da crise.
Exigências por diálogo e representatividade
Além das mudanças estruturais, o sindicato exige um compromisso formal de abertura para o diálogo com todas as partes interessadas. Isso inclui a participação ativa dos atletas em decisões cruciais, como a definição do calendário internacional de partidas e os critérios para a expansão de torneios globais.
A proposta da FIFPRO contempla a inclusão de uma Plataforma Global de Diálogo Social como parte permanente da estrutura da Fifa. O objetivo é garantir que os jogadores tenham voz ativa, inclusive com a concessão de direitos de voto no Conselho da Fifa, assegurando maior transparência e equilíbrio nas deliberações.
Compromisso com a integridade do esporte
A postura do sindicato é clara ao afirmar que os atletas não foram os responsáveis pela crise de confiança que atingiu a instituição. O foco, segundo a nota oficial, é garantir que o futebol supere este momento com instituições mais sólidas e salvaguardas que protejam a modalidade contra interesses concentrados.
A liderança da FIFPRO reiterou que continuará pressionando por uma gestão que esteja à altura da confiança depositada pelo público e pelos profissionais do esporte. Para acompanhar o desenrolar das negociações, consulte mais detalhes em FIFPRO.
Fonte: uol.com.br

































