O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a revogação integral das medidas cautelares aplicadas ao ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil). Com a decisão, o político está liberado do uso de tornozeleira eletrônica, teve o passaporte restituído e foi desobrigado de cumprir as demais restrições impostas após sua prisão em flagrante, ocorrida em 7 de julho.
A determinação foi oficializada na quinta-feira, 23, em um momento estratégico que antecede as convenções partidárias responsáveis por definir as candidaturas ao governo do Rio de Janeiro. Após o anúncio, Canella utilizou suas redes sociais para comentar o desfecho, creditando a revogação das medidas à sua fé e reafirmando sua trajetória na vida pública.
Contexto da Operação Unha e Carne
O ex-prefeito foi um dos alvos da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura a existência de um grupo suspeito de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro como fachada para a lavagem de dinheiro proveniente do crime organizado.
Durante a execução dos mandados de busca e apreensão, agentes encontraram um fuzil de uso restrito da Polícia Militar do Rio de Janeiro dentro de um veículo utilizado pelo político. A arma, conforme apontado pelas autoridades, pertencia ao policial Alexandre Paixão da Silva Júnior, que atuava na segurança pessoal de Canella e também foi detido na ocasião.
Apreensões e investigações financeiras
Além do armamento localizado no automóvel, a Polícia Federal realizou apreensões em imóveis vinculados ao ex-prefeito. Entre os itens recolhidos pelos agentes estão dois revólveres, uma pistola, 13 carregadores, diversas munições e relógios de alto valor de mercado.
A base das investigações inclui um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) emitido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O documento aponta que o grupo investigado movimentou aproximadamente R$ 7,6 bilhões ao longo de um período de seis anos. O caso segue sob análise das instâncias competentes, conforme informações disponíveis no portal Supremo Tribunal Federal.
Fonte: terra.com.br


































