Em uma noite que entrou para os livros de recordes do tênis mundial, o norte-americano Ben Shelton consolidou seu nome entre a elite do esporte ao eliminar o espanhol Carlos Alcaraz nas quartas de final do US Open. O confronto, que se estendeu até as 3h33 da madrugada, tornou-se oficialmente a partida com o término mais tardio na história do prestigiado Grand Slam realizado em Nova York.
Ascensão meteórica e domínio no circuito
Aos 23 anos, Shelton atravessa o melhor momento de sua trajetória profissional. Com quatro títulos conquistados apenas nesta temporada, incluindo o prestigiado Masters 1000 do Canadá, o tenista demonstra uma evolução técnica e mental significativa. Até o início deste ciclo, o atleta somava apenas três conquistas em três anos de carreira no circuito da ATP.
A vitória sobre Alcaraz possui um peso simbólico, sendo o primeiro triunfo do americano contra o espanhol após três confrontos anteriores favoráveis ao adversário. Com o resultado, Shelton repete sua campanha de maior destaque no torneio, igualando a semifinal alcançada em 2023, quando foi superado por Novak Djokovic.
Raízes no esporte e transição das quadras
Nascido em Atlanta, o tenista carrega o esporte no DNA. Ele é filho de Bryan Shelton, ex-jogador profissional, e sobrinho de Todd Witsken, especialista em duplas. Essa bagagem familiar foi fundamental para que ele alcançasse o top 100 do ranking mundial sem a necessidade de competir fora dos Estados Unidos inicialmente, um feito raro no cenário global.
Curiosamente, o tênis quase perdeu espaço para o futebol americano. Em entrevista ao New York Times, Shelton revelou que chegou a atuar como quarterback durante o ensino fundamental. A decisão de abandonar a modalidade veio por questões físicas: o atleta ainda não havia passado pelo seu estirão de crescimento e preferiu deixar o contato físico intenso para focar exclusivamente nas raquetes.
Confrontos com brasileiros e próximos desafios
O tenista norte-americano tem se mostrado um adversário indigesto para o tênis brasileiro. Nesta temporada, Shelton superou o representante do Brasil em duas ocasiões cruciais: nas quartas de final do ATP 500 de Munique e nas oitavas do Masters 1000 do Canadá. Em ambos os torneios, o norte-americano seguiu firme até a conquista do título.
Agora, o foco de Shelton volta-se para a semifinal do US Open, onde enfrentará seu compatriota Frances Tiafoe. O duelo promete ser um dos pontos altos da competição, colocando frente a frente dois dos principais nomes da nova geração do tênis dos Estados Unidos em busca de uma vaga na grande final.
Fonte: uol.com.br

































