Um episódio de hostilidade e discriminação racial ganhou repercussão nas redes sociais após uma passageira ser retirada de uma aeronave da Latam. O incidente, que envolveu ataques verbais contra o comandante do voo, ocorreu durante um deslocamento entre Florianópolis e Guarulhos, na Grande São Paulo. A passageira, identificada como a escritora Tânia Rocha, utilizou plataformas digitais para proferir ofensas de cunho racial contra o profissional após ser impedida de seguir viagem.
Origem do conflito e normas de transporte
O desentendimento teve início por questões relacionadas ao transporte de um animal de estimação na cabine da aeronave. Segundo o relato da passageira, ela teria seguido as orientações fornecidas pela companhia aérea quanto às dimensões da caixa de transporte. Contudo, ao acomodar o pet dentro do avião, constatou-se que o equipamento excedia o espaço disponível sob o assento, impossibilitando a conformidade com os protocolos de segurança estabelecidos.
A autoridade do comandante e a segurança de voo
Diante da irregularidade, o comandante avaliou que a situação representava um risco operacional e determinou o desembarque da passageira. Conforme as normas da aviação civil, o comandante detém autoridade absoluta para tomar decisões que visem garantir a segurança de todos os ocupantes da aeronave. A medida, portanto, está amparada pelos regulamentos do setor aéreo, que priorizam a integridade dos passageiros e da tripulação em qualquer etapa do voo.
Repercussão e ataques nas redes sociais
Após ser retirada da aeronave, Tânia Rocha publicou vídeos em suas redes sociais nos quais atacou o piloto com ofensas raciais. Em um dos registros, a passageira referiu-se ao comandante como “negro racista” e questionou se a decisão de desembarcá-la teria motivação racial. Em outras declarações, a escritora fez comentários generalizantes e preconceituosos sobre pessoas negras, gerando uma onda de críticas por parte de outros usuários que republicaram o conteúdo.
Embora as postagens tenham sido apagadas posteriormente pela autora, o material circulou amplamente na internet. O caso foi inicialmente reportado pelo portal Aeroin. Até o momento, a Latam não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido, e a passageira não respondeu aos contatos realizados para comentar as declarações feitas nos vídeos.
Fonte: terra.com.br


































