A estratégia de comunicação da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) gerou questionamentos após a divulgação de materiais sobre uma audiência pública realizada em Washington, nos Estados Unidos. Durante o evento, ocorrido na terça-feira, 7, a equipe do parlamentar optou por destacar a participação do senador ao lado de outros representantes do setor produtivo, omitindo a presença de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que também ocupava a bancada no mesmo ambiente.
Divergências na divulgação da imagem oficial
A controvérsia ganhou força nas redes sociais devido à circulação de duas fotografias distintas do mesmo momento. Enquanto o material oficial da pré-campanha focou em um enquadramento que incluía apenas Flávio Bolsonaro, Roberto Azevêdo, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), e Letícia Sperb Masselli, da Abicalçados, uma imagem mais ampla publicada posteriormente por Eduardo Bolsonaro revelou a presença do ex-deputado ao lado do irmão.
Em resposta à reportagem, a assessoria da pré-campanha negou que tenha havido qualquer tipo de corte ou manipulação nas imagens divulgadas. Segundo os responsáveis, o objetivo do registro fotográfico era enfatizar a presença dos oradores que integraram o painel técnico da audiência, reforçando que os dois irmãos mantiveram contato constante durante a agenda internacional.
Contexto da audiência comercial no USTR
O evento ocorreu no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), agência responsável pela política de comércio exterior norte-americana. A sessão representou a etapa final de uma investigação comercial que pode resultar na aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com decisão definitiva aguardada para 15 de julho.
Embora não tenha representado oficialmente o governo brasileiro, Flávio Bolsonaro utilizou seu tempo de fala para defender o cancelamento das sobretaxas e criticar a gestão do governo Lula. O parlamentar, que não possuía inscrição oficial para discursar, aproveitou o espaço para pautas políticas, conforme detalhado em registros do portal Terra.
Histórico jurídico e repercussão política
A presença de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos ocorre em um momento de tensão jurídica. O ex-deputado foi recentemente condenado por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. A Corte entendeu que ele tentou interferir na tramitação de ações penais relacionadas à trama golpista.
O parlamentar, por sua vez, contesta a decisão judicial, alegando que não foi formalmente citado no processo e classificando o julgamento como nulo. A dinâmica entre os irmãos, marcada por encontros, lives e vídeos conjuntos postados nas redes sociais, continua sendo um ponto de observação constante por parte de analistas políticos e eleitores.
Fonte: terra.com.br


































