O presidente da Fifa, Gianni Infantino, esteve no centro de uma polêmica envolvendo a estrutura financeira da entidade máxima do futebol mundial. Relatos apontam que o dirigente planejava a criação de uma subsidiária, denominada Fifa Forward Enterprise, que resultaria em um aumento expressivo em seus rendimentos anuais. O projeto, contudo, foi interrompido após a repercussão negativa gerada pela proposta.
Estrutura salarial e a proposta de expansão financeira
Atualmente, os vencimentos de Gianni Infantino são compostos por um salário-base e bonificações variáveis. Em 2025, conforme dados do balanço oficial da organização, o dirigente recebeu um total de US$ 4,8 milhões, sendo US$ 2,6 milhões referentes ao salário fixo e US$ 2,2 milhões em bônus. A criação da nova empresa visava elevar esse montante para US$ 30 milhões, representando um salto de seis vezes em relação aos ganhos atuais, sem considerar eventuais bonificações adicionais.
Negociações com investidores e o modelo de negócio
A estratégia por trás da Fifa Forward Enterprise envolvia a transformação de parte da entidade em uma organização com fins lucrativos. O objetivo central era a venda de fatias das receitas futuras provenientes da Copa do Mundo e de outros torneios organizados pela instituição para investidores privados. Entre os nomes citados nas negociações estava Joshua Kushner, empresário e irmão de Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Repercussão interna e pressão das confederações
A revelação do plano, trazida a público pelo jornalista Martyn Ziegler, do jornal britânico The Times, gerou um movimento de resistência dentro do ecossistema do futebol. Conforme as informações divulgadas, confederações influentes teriam se posicionado contra a manobra financeira, pressionando pela interrupção do projeto. A pressão política e a exposição pública do esquema foram determinantes para que a proposta fosse abortada na sexta-feira (31).
Fonte: uol.com.br


































