Após um período de três anos fechada para obras de revitalização, a Pirâmide de Céstio, um dos monumentos mais singulares de Roma, volta a receber o público. A estrutura, que é um marco da influência egípcia na capital italiana, passou por uma reforma abrangente focada em acessibilidade, segurança e modernização de sua infraestrutura interna e externa.
As visitas ao local estão programadas para ocorrer a partir desta sexta-feira (4) até o dia 31 de outubro. O acesso é gratuito, porém, exige agendamento prévio devido à limitação de vagas. O projeto foi executado pela Superintendência Especial de Roma, utilizando recursos do Plano Nacional de Recuperação e Resiliência (PNRR), com o objetivo de equilibrar a conservação histórica e a experiência do visitante.
Inovações tecnológicas e iluminação cênica
Um dos destaques da reabertura é o novo sistema de iluminação, projetado para realçar tanto a fachada externa quanto a câmara mortuária interna. A tecnologia permite que os visitantes observem detalhes arquitetônicos e elementos decorativos com maior clareza, criando um efeito visual dramático que valoriza a estrutura, especialmente durante o período noturno.
Segundo Daniela Porro, superintendente especial de Roma, a intervenção reflete o potencial do PNRR em transformar o patrimônio cultural em espaços mais inclusivos. A modernização do sistema de luz foi pensada para orientar o olhar do público, destacando os volumes da pirâmide e os afrescos preservados sem interferir na percepção original da obra.
Melhorias na infraestrutura e acessibilidade
Além da iluminação, o complexo passou por uma reestruturação completa de suas áreas de circulação. Foi implementado um novo percurso acessível, com a instalação de um pavimento renovado e corrimãos nos degraus de acesso. As áreas ajardinadas também foram beneficiadas com um sistema de irrigação modernizado, garantindo a manutenção do entorno.
A segurança foi reforçada com a modernização das cercas do complexo e a substituição do portão de acesso localizado na Piazzale Ostiense. De acordo com Barbara Rossi, diretora do monumento, todas as mudanças foram guiadas pelo princípio de aprimorar a recepção dos visitantes mantendo a integridade histórica do local, que remonta ao período entre 18 e 12 a.C.
Contexto histórico da pirâmide romana
Construída como monumento funerário para Caio Céstio Epulone, a estrutura é o único edifício remanescente desse estilo em Roma. O monumento ganhou relevância após a anexação das terras dos faraós como província romana, tornando-se um símbolo da fusão cultural entre as duas civilizações na antiguidade.
Para mais informações sobre o patrimônio histórico italiano, consulte o portal oficial da Direção-Geral de Museus da Itália. A reabertura representa um passo importante para a valorização dos sítios arqueológicos menos convencionais da cidade, oferecendo uma nova perspectiva sobre a história de Roma.
Fonte: terra.com.br

































