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História do futebol feminino brasileiro é celebrada no desfile de 7 de setembro em Brasília

História do futebol feminino brasileiro é celebrada no desfile de 7 de setembro em Brasília

O Desfile de 7 de Setembro em Brasília conta com uma homenagem especial nesta segunda-feira. Um grupo de atletas que pavimentou o caminho para a modalidade no país desfila em carro aberto pela Esplanada dos Ministérios, celebrando a trajetória histórica do futebol feminino brasileiro. A iniciativa ganha relevância adicional ao anteceder a realização da Copa do Mundo de Futebol Feminino, que terá o Brasil como país-sede em junho e julho de 2027.

Legado e resistência no futebol feminino

A participação das ex-jogadoras na festividade cívica simboliza o reconhecimento de uma luta que atravessou décadas de restrições legais e preconceitos estruturais. A prática do futebol por mulheres no Brasil só deixou de ser proibida por lei em 1979, um marco que impôs desafios imensos às pioneiras da modalidade.

Entre as convidadas está a baiana Dilma Mendes, tricampeã mundial e técnica da Seleção Brasileira Feminina de Fut7 desde 2019. Sua presença representa a geração que manteve o esporte vivo mesmo sem o suporte institucional adequado, consolidando as bases para o desenvolvimento profissional que viria nas décadas seguintes.

Gerações que fizeram história nos gramados

A homenagem contempla diferentes momentos da evolução do futebol feminino nacional. O primeiro grupo é composto por atletas que integraram a Seleção Brasileira na Copa do Mundo Experimental de 1988, realizada na China, onde o Brasil conquistou a terceira colocação. Entre as homenageadas estão Lucilene de Souza Marinho (Cebola), Marisa Pires Nogueira, Mariléia dos Santos (Michael Jackson), Iracema Ferreira (Rata) e Suzy Bittencourt de Oliveira.

O segundo grupo destaca nomes que brilharam nos campos durante a década de 1990, período de maior visibilidade e estruturação. Estão presentes Miriam Soares, Lunalva Torres de Almeida (Nalvinha), Elissandra Regina Cavalcanti (Nenê), Yara Silva e Miraildes Maciel Mota, a Formiga. Esta última detém o recorde de ter disputado sete edições da Copa do Mundo da Fifa entre 1995 e 2019.

Reconhecimento e memória esportiva

Para as atletas, o desfile representa mais do que uma celebração cívica; é um ato de preservação da memória esportiva. Marisa Pires Nogueira, capitã da primeira Seleção Brasileira feminina em 1988, destacou a importância do momento. Segundo ela, o grupo carrega o legado de todas as mulheres que enfrentaram barreiras para atuar profissionalmente.

A homenagem reforça a conexão entre o passado de resistência e o futuro promissor do esporte no país. Com a proximidade do mundial de 2027, o evento na Esplanada dos Ministérios serve como um lembrete da importância de valorizar as raízes da modalidade. Mais informações sobre o contexto histórico podem ser acompanhadas pelo portal oficial da Agência Brasil.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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