O fim de uma era para o backhand de uma mão
O tenista grego Stefanos Tsitsipas encerrou sua participação no US Open após uma derrota em sets diretos para o norte-americano Ben Shelton. O resultado em Nova York marcou um momento simbólico para o esporte, já que o atleta era o último representante do tradicional backhand de uma mão ainda ativo na competição até aquele estágio.
A eliminação do grego levanta debates sobre a evolução tática do circuito profissional. Com a predominância de estilos baseados em potência e consistência a partir do fundo de quadra, a técnica de uma mão tem enfrentado dificuldades para se manter competitiva contra jogadores que exploram a velocidade e a altura das bolas.
Declínio técnico e a perda de variações táticas
Em suas reflexões pós-jogo, Tsitsipas lamentou o declínio das variações táticas que o golpe de uma mão permitia historicamente. O jogador destacou que a transição para o backhand de duas mãos tornou-se um padrão quase obrigatório para as novas gerações, visando maior estabilidade contra saques potentes e trocas de bola aceleradas.
O tenista observou que o tênis atual prioriza a eficiência física em detrimento da diversidade de efeitos. Para o grego, a redução drástica de atletas que utilizam a técnica de uma mão reflete uma mudança estrutural na formação de base, onde a segurança do golpe de duas mãos prevalece sobre a plasticidade e a variedade de ângulos.
Desafios estratégicos no circuito da ATP
A derrota para Ben Shelton evidenciou as dificuldades enfrentadas por jogadores que tentam manter um estilo clássico em quadras rápidas. A pressão exercida pelos adversários, que buscam explorar o lado do backhand com bolas altas e pesadas, exige um esforço físico e técnico constante que nem sempre é sustentável ao longo de uma partida de Grand Slam.
Apesar do revés, o grego reafirmou seu compromisso com o estilo que o consagrou no circuito da ATP. O debate sobre a longevidade do backhand de uma mão permanece aberto, enquanto o esporte continua a buscar um equilíbrio entre a tradição técnica e as exigências físicas do tênis contemporâneo.
Fonte: tenisbrasil.uol.com.br


































