O regulamento de concessões da MotoGP passou por uma atualização estratégica na metade da temporada 2026. A reclassificação oficial de Ducati, Aprilia e Honda ajustou os limites de testes e desenvolvimento permitidos para cada fabricante, baseando-se no desempenho acumulado em pontos. Apesar da mudança normativa, o impacto prático no grid deve ser contido, visto que as equipes já concentram seus recursos técnicos no desenvolvimento dos protótipos de 2027.
Dinâmica das concessões e o novo ranking das montadoras
Desde 2024, o sistema de concessões abandonou o critério de pódios e passou a considerar a pontuação total obtida. A metade da temporada, marcada pelo GP da Alemanha, serviu como o corte para o novo cálculo. Pela primeira vez, a Ducati foi rebaixada da categoria A para a B, após atingir 84,56% dos pontos possíveis, ficando ligeiramente abaixo do limite de 85%.
A Aprilia, por sua vez, ascendeu da categoria C para a B, ao superar o limite de 60% com 72,20% de aproveitamento. Em contrapartida, a Honda, que buscava estabilidade, retorna para a categoria D, a mais permissiva, após registrar 31,79% dos pontos. A Yamaha permanece na categoria D, enquanto a KTM mantém sua posição no sistema atual.
Impacto limitado pelo foco em 2027
Embora a mudança de categoria altere o número de pneus, motores e a disponibilidade de wild-cards, a transição para o novo regulamento técnico de 2027 dita o ritmo do paddock. A Ducati, agora na categoria B, ganha direito a mais 20 pneus Michelin e três wild-cards, mas a fabricante já prioriza a transição para os pneus Pirelli, que serão introduzidos no futuro próximo.
Para a Aprilia, a movimentação para a categoria B implica na perda de 30 pneus de teste e dos três wild-cards. Contudo, a equipe de Noale tem utilizado pouco essas prerrogativas extras ao longo do ano, tornando a alteração pouco significativa para sua estratégia de pista. A situação reflete uma tendência geral de conservação de recursos.
A estratégia da Honda na categoria D
O retorno da Honda à categoria D concede à marca japonesa vantagens como 40 pneus adicionais, a possibilidade de utilizar pilotos titulares em testes organizados em todos os circuitos e a permissão para uma terceira carenagem distinta. Além disso, a marca ganha autorização para aprimorar o motor ao longo do ano e recebe dois motores extras por piloto.
Apesar das concessões técnicas, a Honda enfrenta um cenário de transição no seu quadro de pilotos, com as saídas confirmadas de Joan Mir e Luca Marini. O foco da montadora permanece no desenvolvimento do novo motor de 850 cc, tornando improvável o investimento em atualizações profundas para o restante da temporada atual. Mais informações podem ser acompanhadas no portal MotoGP.
Fonte: motorsport.uol.com.br


































