A classificação da Espanha para a final do torneio, após superar a França na semifinal, trouxe à tona comparações inevitáveis com a histórica campanha de 2010. O desempenho da equipe espanhola, pautado pelo controle da posse de bola e uma solidez defensiva notável, foi descrito por especialistas como um roteiro já conhecido, que expôs fragilidades táticas do adversário francês.
A consolidação do estilo espanhol em campo
Durante o programa Posse de Bola, do portal UOL, o comentarista Mauro Cezar Pereira destacou que o favoritismo atribuído à França ignorou as características fundamentais da seleção espanhola. Segundo a análise, a Espanha demonstrou superioridade ao ditar o ritmo do confronto com poucos sustos, mantendo a posse de bola como ferramenta de controle e criando as oportunidades mais perigosas.
O comentarista reforçou que o time espanhol se impôs fisicamente e taticamente, finalizando mais vezes e neutralizando as investidas francesas. Para Mauro Cezar, a vitória não foi uma surpresa, mas sim a confirmação de um padrão de jogo que se provou eficiente ao longo da competição, mantendo a solidez defensiva que caracteriza o elenco.
Críticas à estratégia de Didier Deschamps
O debate também se voltou para as escolhas do técnico Didier Deschamps. A escalação inicial, que optou por Barcola em vez de Doué — jogador que havia se destacado em partidas anteriores, como contra o Marrocos —, foi apontada como um erro estratégico que limitou o poder de reação da equipe francesa diante da pressão espanhola.
Arnaldo Ribeiro corroborou a visão de que o confronto apresentava riscos elevados para a França, especialmente após sofrer o primeiro gol. Para ele, a falta de antídotos táticos para conter o meio-campo espanhol tornou a situação irreversível, servindo de alerta para qualquer adversário que pretenda enfrentar a Espanha na grande decisão do torneio.
Reflexões sobre o futuro e a cultura do futebol
A eliminação francesa gerou discussões mais amplas sobre a gestão técnica e o planejamento para futuras competições, como a Copa do Mundo 2026. Juca Kfouri ironizou a volatilidade da opinião pública sobre o trabalho dos treinadores, que oscila rapidamente entre o sucesso e o fracasso absoluto conforme os resultados em campo.
Além disso, o debate tocou na disparidade de modelos de jogo, com Mauro Cezar criticando a ideia de que seleções possam ser competitivas mantendo índices baixos de posse de bola. Walter Casagrande complementou a análise, apontando que a distância entre o futebol praticado pelos semifinalistas e o atual momento de outras seleções, como o Brasil, reflete diferenças profundas de cultura e organização esportiva.
Fonte: uol.com.br


































