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Mercedes investiga perda de potência no carro de George Russell na Fórmula 1

Mercedes investiga perda de potência no carro de George Russell na Fórmula 1

A equipe Mercedes enfrenta um desafio técnico inesperado durante o fim de semana do GP da Bélgica. Enquanto o jovem talento Andrea Kimi Antonelli garantiu a pole position, o britânico George Russell apresentou um desempenho abaixo do esperado, ficando meio segundo atrás de seu companheiro de equipe na sessão classificatória realizada em Spa-Francorchamps.

O cenário gerou preocupação imediata no comando da escuderia, que agora trabalha para identificar a origem da discrepância técnica entre os dois carros. A situação levanta questões sobre a confiabilidade dos componentes utilizados pelo piloto inglês nesta etapa do campeonato.

Divergências técnicas e a busca por respostas

O chefe da equipe, Toto Wolff, confirmou que a perda de rendimento de Russell é distribuída tanto em trechos sinuosos quanto em retas. Segundo o dirigente, o piloto perde cerca de dois décimos e meio nas curvas e uma margem similar em aceleração máxima, o que compromete severamente sua competitividade.

Uma das hipóteses levantadas pela engenharia da Mercedes envolve a idade dos componentes. Enquanto Antonelli utiliza uma unidade de potência nova, Russell corre com um motor mais antigo. A equipe, contudo, mantém cautela ao classificar essa teoria como a causa definitiva, ressaltando que a complexidade dos sistemas atuais exige uma análise minuciosa dos dados de telemetria.

O desabafo de Russell sobre a limitação

Após a classificação, George Russell não escondeu a frustração com o cenário enfrentado. O piloto revelou que o problema não é recente e tem sido monitorado desde etapas anteriores, como na Áustria e em Silverstone, onde a perda de tempo na classificação sprint chegou a ser de 0,4 segundos.

Inicialmente, a equipe e o próprio piloto acreditaram que a diferença poderia estar atrelada ao estilo de pilotagem ou à gestão de energia. Entretanto, após ajustes técnicos e mudanças na condução, o problema persistiu. “Sinto que estou correndo com uma mão amarrada”, desabafou o britânico à Sky Sports F1, enfatizando o impacto psicológico e competitivo de lidar com uma limitação técnica recorrente.

Ascensão de Antonelli sob pressão

Em contraste com a dificuldade de Russell, o desempenho de Andrea Kimi Antonelli tem sido um ponto de destaque para a Mercedes. O líder do campeonato de 2026 demonstrou controle emocional ao superar um início de sessão abaixo do ideal, mantendo a calma após ajustes finos na asa dianteira do seu monoposto.

Toto Wolff elogiou a postura do italiano, destacando que a capacidade de manter a serenidade sob pressão foi determinante para a conquista da pole. A equipe agora foca em equalizar as condições para ambos os pilotos, visando manter o ritmo forte demonstrado pelo time alemão nas últimas corridas da temporada.

Fonte: motorsport.uol.com.br

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