A trajetória da seleção francesa na Copa do Mundo encerrou-se com um tom melancólico, marcado por um desempenho aquém das expectativas criadas ao longo da competição. Após uma fase inicial sólida, a equipe encontrou dificuldades crescentes, culminando em uma eliminação na semifinal diante da Espanha e uma derrota na disputa pelo terceiro lugar contra a Inglaterra, em um confronto que terminou em 6 a 4.
O legado de Didier Deschamps no comando técnico
O técnico Didier Deschamps encerra seu ciclo na seleção francesa com um currículo de peso, consolidando-se como uma das figuras mais vitoriosas da história do futebol mundial. Ele deixa o cargo após ter conquistado o título mundial como jogador em 1998 e como treinador em 2018, além de ter alcançado a final em 2022.
Sua trajetória coloca o treinador em um seleto grupo de lendas, ao lado de nomes como Zagallo e Beckenbauer. Todos esses profissionais compartilham o feito raro de terem erguido a taça da Copa do Mundo tanto dentro das quatro linhas quanto na função de comando técnico de suas respectivas seleções nacionais.
Recordes de Kylian Mbappé na artilharia
Individualmente, o atacante Kylian Mbappé protagonizou momentos de brilho intenso, especialmente na partida contra a Inglaterra, onde anotou dois gols. Com essa marca, o jogador atingiu a soma de 10 gols no torneio, tornando-se o maior artilheiro em uma única edição de Copa do Mundo desde 1970.
Além disso, o atleta acumulou 22 gols em Copas, superando o recorde anterior que pertencia a Lionel Messi. Embora a liderança na artilharia ainda possa ser alterada dependendo do resultado da final entre Argentina e Espanha, o desempenho de Mbappé já garantiu seu nome nos registros históricos da competição.
A precisão de Michael Olise nas assistências
Outro destaque individual da França foi Michael Olise, que se sobressaiu pela visão de jogo e capacidade de servir seus companheiros. O jogador encerrou sua participação no mundial com sete assistências, superando a marca histórica de Pelé, que detinha o recorde de seis passes para gol em um único torneio desde a edição de 1970.
A qualidade técnica de Olise foi evidenciada pela precisão milimétrica de seus passes, que frequentemente encontravam os atacantes em condições ideais de finalização. Mesmo com a oscilação de rendimento da equipe na reta final, o feito de superar uma marca estabelecida pelo Rei Pelé coloca o jovem francês em um patamar de reconhecimento internacional.
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Fonte: uol.com.br


































