A vitória da França sobre o Paraguai, que garantiu a classificação para as quartas de final da Copa do Mundo, foi marcada por um clima de alta tensão. Após o apito final no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, o técnico Didier Deschamps revelou uma estratégia inusitada adotada nos minutos finais da partida: o envio de jogadores do banco de reservas para proteger Kylian Mbappé dentro de campo.
A decisão do treinador francês foi motivada pelo comportamento agressivo do adversário e pelo histórico de provocações ao longo dos 90 minutos. A preocupação de Deschamps era evitar que seu principal jogador se envolvesse em conflitos físicos ou disciplinares que pudessem comprometer sua participação na sequência do torneio.
Estratégia de proteção e tensão física
O confronto foi caracterizado por uma marcação extremamente rígida e constante contato físico imposto pela seleção paraguaia. Desde o primeiro tempo, Mbappé tornou-se o alvo principal de disputas duras, incluindo um lance emblemático em que o camisa 10 se estranhou com Cubas após sofrer uma falta, gerando um princípio de tumulto entre os atletas das duas equipes.
Ao longo da partida, o atacante também se envolveu em discussões com Galarza e Cáceres. Para Deschamps, o Paraguai utilizou todos os recursos possíveis para frear o ímpeto francês, o que exigiu uma resiliência emocional acima da média dos seus comandados.
O papel do VAR e a decisão no pênalti
Apesar da dificuldade em criar jogadas fluidas diante de uma linha defensiva de cinco jogadores montada pelo Paraguai, a França conseguiu o gol decisivo no segundo tempo. A entrada de Doué foi determinante para alterar o cenário ofensivo da equipe.
Após uma jogada individual na área, Doué sofreu um contato de Diego Gómez. Embora o árbitro Ilgiz Tantashev tenha inicialmente mandado o jogo seguir, a intervenção do VAR foi fundamental para a marcação do pênalti. Mbappé assumiu a responsabilidade e, com frieza, deslocou o goleiro Gill para garantir o triunfo.
Foco na sequência do mundial
Mesmo com a vitória, o treinador francês ressaltou que o duelo exigiu mais do que talento técnico. Para Deschamps, a maturidade demonstrada pelo grupo em um ambiente hostil foi o ponto alto da classificação. O técnico reforçou que possui um elenco unido e com um excelente estado de espírito para os desafios futuros.
Agora, a França volta suas atenções para as quartas de final. A equipe tem um encontro marcado com o Marrocos na próxima quinta-feira (9), às 17h, no Estádio de Boston, em Foxborough. O desafio será manter o foco tático enquanto o corpo técnico administra o desgaste físico e emocional acumulado nesta fase de oitavas de final, conforme detalhado em FIFA.
Fonte: terra.com.br


































