O esgotamento das justificativas de Leonardo Jardim
O desempenho irregular do Flamengo no Campeonato Brasileiro tem gerado debates intensos sobre a gestão técnica da equipe. Para o jornalista Mauro Cezar Pereira, as explicações recorrentes de Leonardo Jardim sobre as oscilações do elenco já não possuem a mesma validade, funcionando mais como uma “muleta” do que como uma análise técnica fundamentada.
Após a vitória por 2 a 0 sobre o Vitória, o treinador voltou a mencionar a pausa no calendário como um fator determinante para a interrupção da evolução do time. Contudo, a avaliação de Mauro Cezar, feita durante o programa Posse de Bola, do canal UOL, sugere que o problema é estrutural e antecede o período de paralisação.
A inconsistência como marca do trabalho
Embora o Flamengo tenha demonstrado sinais de progresso, como a retomada da pressão alta e uma saída de bola mais organizada, a falta de sequência é evidente. O time alterna bons momentos com quedas de rendimento, assemelhando-se a uma “montanha-russa” que impede a consolidação de um padrão tático sólido.
O colunista destacou que, mesmo com a criação de oportunidades, a equipe ainda desperdiça chances claras de gol, mantendo-se em uma zona de risco desnecessária. A dependência de lampejos individuais, como o gol de Bruno Henrique, evidencia que o coletivo ainda não alcançou o nível esperado para a qualidade do elenco disponível.
O mito da falta de tempo para treinar
Um dos pontos mais contestados por Mauro Cezar é a reclamação constante sobre a falta de tempo para treinamentos. Segundo o jornalista, essa é uma realidade comum no futebol global, inclusive no calendário europeu, onde o acúmulo de jogos é uma constante que não impede o desenvolvimento de trabalhos consistentes.
Ao comparar a situação com o cenário internacional, o analista reforça que a justificativa de Leonardo Jardim perde força diante de um mercado competitivo que exige adaptação rápida. A eliminação na Copa do Brasil, também diante do Vitória, serve como prova de que a irregularidade é um traço persistente do trabalho atual.
Comparativo entre Flamengo e Palmeiras
A análise não se restringiu ao clube carioca. Mauro Cezar incluiu o Palmeiras na mesma crítica, avaliando que ambos os clubes apresentam desempenhos aquém do potencial de seus respectivos elencos. Para o jornalista, os trabalhos técnicos de ambos os treinadores estão abaixo do que as condições oferecidas pelas instituições deveriam permitir.
A percepção é de que, apesar da liderança e da disputa pelo título, o nível de entrega tática e a qualidade do futebol apresentado ainda deixam a desejar. O debate coloca em xeque a capacidade de gestão dos comandantes em extrair o máximo de seus grupos, independentemente das pressões externas ou das limitações do calendário.
Fonte: uol.com.br

































