A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, figura como sócia de uma empresa integrante do grupo Crefisa que oferece garantias financeiras para a aquisição da SAF do Vasco pelo seu enteado, Marcos Lamacchia. O vínculo societário consta nos autos do processo de Recuperação Judicial do clube carioca, sendo um dos pontos centrais que motivaram a CBF a restringir relações entre o Vasco e empresas ligadas ao grupo.
Conflito de interesses e regulação da CBF
A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol, vinculada à CBF, instaurou um procedimento para apurar possíveis conflitos na operação de compra liderada por Marcos Lamacchia. A análise baseia-se no artigo 86 do regulamento de Fair Play, que veda que um parente em primeiro grau de um dirigente exerça controle sobre outra agremiação esportiva.
A investigação focou na participação da Crefipar Participações e Empreendimentos no negócio. Documentos anexados à Recuperação Judicial detalham que a empresa, juntamente com Marcos Faria Lamacchia, concedeu fiança e aval para as obrigações do proponente na compra da SAF vascaína. A Crefipar também figura como signatária do aditivo ao acordo de investimentos entre o investidor e o clube.
Estrutura societária e garantias financeiras
Dados da Junta Comercial indicam que Leila Pereira detém 5% das ações da Crefipar, enquanto seu marido, José Lamacchia, possui a fatia majoritária de 95%. Com um capital social que alcança a marca de R$ 3 bilhões, a empresa possui robustez financeira para sustentar as garantias exigidas no processo de aquisição.
Além da Crefipar, o Banco Crefisa está presente na Recuperação Judicial devido a um empréstimo de R$ 80 milhões concedido ao Vasco em setembro. A operação conta com 10% das ações da SAF como garantia em alienação fiduciária, mecanismo que transfere a propriedade temporariamente ao credor até a quitação do débito. Caso a compra seja concretizada, a dívida será convertida em participação acionária.
Limitações impostas pela entidade reguladora
Embora a CBF não tenha poder para intervir em operações já consolidadas, a agência validou as garantias prestadas pela Crefipar e o empréstimo do Banco Crefisa. Contudo, foi emitida uma medida liminar que proíbe, de forma temporária, a realização de novas operações, incluindo a concessão de avais para contratações de atletas.
O aval da Crefipar permanece sob sigilo no processo judicial. Fontes com acesso aos autos relatam que o documento foi redigido de maneira a evitar que a empresa detenha poderes de gestão sobre o clube, mesmo em cenários de inadimplência, visando contornar acusações de conflito de interesses. Para mais detalhes sobre o cenário do futebol, consulte o portal UOL.
Fonte: uol.com.br




























