O Corinthians regularizou nesta segunda-feira (25) o pagamento dos direitos de imagem referentes ao mês de julho para o elenco profissional masculino. A medida, que visa conter a insatisfação interna, foi concretizada após a diretoria conseguir destravar recursos financeiros que estavam pendentes, cumprindo o prazo estabelecido com os atletas.
A situação financeira do clube, no entanto, permanece sob atenção. A necessidade de aproximadamente R$ 10 milhões para este acerto específico exigiu uma engenharia financeira por parte da gestão, que já havia mobilizado parte dos valores na sexta-feira anterior. A informação foi confirmada pelo portal UOL.
Desafios financeiros e pendências com o elenco
Apesar da quitação de julho, o cenário no Parque São Jorge ainda apresenta desafios significativos. O elenco profissional masculino segue com pendências que somam cerca de R$ 15 milhões, valor que engloba um mês remanescente de direitos de imagem, além de premiações conquistadas na fase de grupos da Libertadores e nas rodadas iniciais do Campeonato Brasileiro.
O futebol feminino do clube atravessa um momento ainda mais crítico. As jogadoras, conhecidas como “Brabas”, aguardam o pagamento dos direitos de imagem vencidos no dia 14, acumulando atualmente dois meses de atraso. A disparidade no tratamento das pendências reflete a dificuldade do clube em gerir seu fluxo de caixa diante de múltiplas obrigações.
Impacto nas operações e transferências
A gestão corintiana tem priorizado o pagamento aos jogadores em detrimento de outros compromissos financeiros, mas a escassez de recursos tem gerado atrasos recorrentes desde maio. Essa instabilidade afeta diretamente o planejamento esportivo, resultando em três transfer bans ativos que impedem o registro de novos atletas no sistema da FIFA.
Diante desse quadro, a diretoria já sinalizou que não realizará contratações durante a atual janela de transferências do meio do ano. A estratégia atual é concentrar os esforços na manutenção dos compromissos básicos com o grupo atual, buscando evitar que o acúmulo de dívidas comprometa ainda mais o desempenho e o ambiente de trabalho no clube.
Fonte: uol.com.br

































