A gestão de Gianni Infantino na presidência da Fifa atravessa um momento de instabilidade política. A proximidade pública com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou um desgaste significativo na imagem do dirigente, especialmente após episódios de interferência que foram interpretados como ameaças à integridade e à imparcialidade das competições organizadas pela entidade máxima do futebol mundial.
Tensões diplomáticas e o atrito com a Uefa
O desconforto entre a cúpula da Fifa e as federações europeias atingiu um nível crítico. A Uefa, principal força de oposição interna, manifestou publicamente seu descontentamento com decisões disciplinares controversas, como a liberação do jogador americano Balogun para atuar após ter recebido um cartão vermelho. A medida, tomada pelo presidente do Comitê Disciplinar da Fifa, Mohammad Al Kamali, foi vista por dirigentes europeus como uma concessão política indevida aos interesses americanos.
A estratégia da Copa com 64 seleções
Diante do isolamento crescente junto aos europeus, Infantino passou a considerar a proposta de expansão da Copa do Mundo para 64 seleções a partir de 2030. A ideia, originalmente sugerida pela Conmebol através do conselheiro Ignacio Alonso, visa ampliar o número de jogos na América do Sul. Embora inicialmente recebida com ceticismo, a proposta tornou-se uma ferramenta estratégica para o presidente da Fifa.
Ao abrir espaço para o debate sobre o inchaço do torneio, Infantino busca angariar apoio de confederações da Ásia e da Concacaf. A estratégia visa diluir a influência da Uefa nas decisões da entidade. Conforme reportado pelo jornal The Times, a capacidade de negociação do dirigente será testada nos próximos meses, à medida que ele tenta equilibrar as exigências de diferentes blocos continentais.
Influência no Mundial de Clubes
O tabuleiro político da Fifa também envolve o futuro do Mundial de Clubes, que pode ser ampliado para 48 times. O projeto conta com a influência de figuras como Nasser Al-Khelaifi, presidente do PSG e aliado estratégico ligado ao governo do Qatar. Esse movimento é visto como uma tentativa de contrapor o poder econômico e político europeu, consolidando novas alianças que garantam a governabilidade de Infantino até o próximo ciclo eleitoral.
Fonte: uol.com.br


































