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Greve na CPTM paralisa linhas e afeta transporte público na capital paulista

Greve na CPTM paralisa linhas e afeta transporte público na capital paulista

Funcionários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, atualmente sob a operação da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), iniciaram uma greve por tempo indeterminado à 0h desta terça-feira. A paralisação impactou diretamente o fluxo de passageiros e a mobilidade urbana na capital paulista, com a interrupção total ou parcial do serviço em importantes ramais ferroviários.

Por volta das 5 horas da manhã, a situação se mostrava crítica: apenas a Linha 11 operava parcialmente, conectando as estações Guaianases e Palmeiras-Barra Funda. As Linhas 12 e 13, por sua vez, amanheceram completamente paralisadas, gerando transtornos significativos para milhares de usuários que dependem diariamente do transporte público.

Impacto da greve nas linhas da CPTM e medidas judiciais

A paralisação dos ferroviários foi visível em estações como Corinthians-Itaquera, onde cartazes informavam os passageiros sobre a situação das linhas. A decisão de greve levou a CPTM a recorrer ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que estabeleceu a necessidade de operação de 80% do efetivo nos horários de pico e 60% nos demais períodos.

O descumprimento desta determinação judicial pode acarretar em uma multa diária de R$ 400 mil ao sindicato responsável pela paralisação. Esta medida visa mitigar os impactos da interrupção do serviço, embora a adesão à greve tenha comprometido a operação conforme o previsto.

Alternativas e operação em outras modalidades de transporte

Para minimizar os efeitos da greve na CPTM, o sistema metroviário e de monotrilho de São Paulo implementou um plano de contingência. As linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha do Metrô, assim como a linha 15-Prata do monotrilho, amanheceram com Operação Especial.

Em contraste, as linhas 4-Amarela e 5-Lilás do Metrô iniciaram o dia com funcionamento normal, assim como as linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda (concedidas) e a 10-Turquesa da CPTM. O governo do Estado acionou um plano de contingência para as demais linhas da CPTM, buscando reduzir os transtornos aos passageiros.

Como consequência direta da paralisação, a Prefeitura de São Paulo anunciou a suspensão do rodízio municipal de veículos para esta terça-feira, uma medida emergencial para aliviar o trânsito e facilitar a locomoção dos cidadãos em meio à crise no transporte público.

Reivindicações dos trabalhadores e o impasse da concessão

A principal demanda dos funcionários em greve é a reestatização das linhas 11, 12 e 13, que foram concedidas à iniciativa privada. Além disso, os trabalhadores buscam garantias de que não haverá demissões após a transição da responsabilidade dos ramais para a concessionária TriviaTrens.

Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil se reuniram com membros do governo de São Paulo na segunda-feira, no Palácio dos Bandeirantes. Contudo, as conversas não resultaram em um acordo que evitasse a paralisação.

O governo e a CPTM expressaram lamento pela decisão do sindicato, reiterando o compromisso com a preservação dos postos de trabalho e a análise de projetos de lei que beneficiem a categoria, como a absorção de empregados por outros órgãos públicos estaduais. Os trabalhadores defendem o Projeto de Lei 730/2025, que autoriza a absorção dos funcionários das linhas concedidas por entidades da Administração Pública Estadual.

Segundo lideranças sindicais, cerca de 2.300 funcionários da CPTM enfrentam o risco de perder seus empregos caso não sejam reabsorvidos quando as operações voltarem a ser controladas pela TriviaTrens. A falta de uma garantia concreta sobre a manutenção dos empregos após o período de 90 dias de operação temporária da CPTM é um ponto central no impasse.

Antecedentes da paralisação: falhas operacionais e retorno da CPTM

A atual situação de incerteza em relação ao futuro das linhas e dos empregos tem raízes em eventos recentes. Desde o dia 24 do mês passado, as linhas 11, 12 e 13 voltaram a ser operadas pela CPTM por determinação do governo de São Paulo e da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).

Essa decisão foi tomada após uma série de falhas operacionais registradas na mesma semana em que a TriviaTrens assumiu o serviço. Um dos incidentes notáveis ocorreu no dia 23 de julho, quando um foco de incêndio em uma composição próximo à Estação Bresser-Mooca causou grandes transtornos aos passageiros. A CPTM ficará à frente do serviço por um período de 90 dias, enquanto a questão da concessão e o futuro dos trabalhadores permanecem em discussão.

A CPTM é uma empresa de transporte ferroviário de passageiros que atende a Região Metropolitana de São Paulo, operando diversas linhas que conectam a capital a municípios vizinhos.

Fonte: terra.com.br

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